A cidade das bikes, onde carro não entra

Em Afuá, no Pará, as pessoas e os cachorros andam nas ruas sem medo de serem atropelados

(Foto: Reprodução)

A terceira edição do Mobifilm, o Festival Brasileiro de Filmes Sobre Mobilidade e Segurança no Trânsito, mostrou uma realidade em crescimento no país: os brasileiros estão se locomovendo cada vez mais de bicicleta.

O vencedor do Mobifilm foi o documentário “Elo Perdido – o Brasil que pedala”, da cicloativista e jornalista Renata Falzoni. Dentre as inúmeras situações do filme, uma que chama a atenção é a cidade de Afuá, na Ilha de Marajó, Pará. Em Afuá, carro não entra, e por isso a bicicleta é o principal meio de transporte. Há muitas pessoas andando a pé também por lá.

A cidade das bikes

Renata viajou o país de norte a sul, mas foi em Afuá, a cidade que é construída essencialmente sobre palafitas, onde ela encontrou a cereja do bolo para filme seu filme.

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Com uma população em torno de 37 mil habitantes, a cidade de Afuá é definida, além de ser “a cidade das bikes”, como uma cidade ribeirinha. E as palafitas servem como passarelas entre a vegetação desta parte do delta do rio Amazonas.

Como o principal meio de transporte é a bicicleta, a circulação de pessoas realmente funciona. “Crianças e cachorros brincam nas ruas, e as pessoas saem de casa sem medo de serem atropeladas”, retratou o jornal Estadão em uma resenha do filme Elo Perdido.

Como você enxerga Afuá? Como um passado em que carros não existiam, ou como um cidade do futuro, já limpa de poluição e engarrafamentos?

Em sua página do Youtube, Renata Falzoni prometeu que, após a exibição em festivais como o Mobifilm, o documentário Elo Perdido ficará disponível em circuito aberto.