“Andar de bicicleta é mais difícil do que pilotar avião”, diz estudo

Segundo pesquisadores, andar de bike pode ser uma ótima maneira de refrescar a memória

"Para o cérebro, 'condicionamentos inconscientes' são como atalhos"

Segundo os cientistas, “andar de bicicleta é mais difícil do que pilotar avião”. Segundo uma pesquisa que observou o comportamento do cérebro em situações específicas — publicada pelo jornal britânico The Times e divulgada pelo Estadão, pelo menos ao cérebro, pedalar pode ser um processo mais difícil.

Não é que seja mais fácil aprender a pilotar um avião; ou que andar de bicicleta exige mais habilidades. A questão é que, de fato, “não sabemos como andamos de bicicleta”, disse o professor de engenharia mecânica e aeroespacial da Universidade da Califórnia, Mont Hubbard, ao The Times.

Ele explica: “O cérebro recebe informações sensoriais e, graças a um sistema de controle, cria forças capazes de fazer correções que são imediatamente aplicadas ao guidão, colaborando para que a bicicleta se mantenha equilibrada.” E caso você consiga andar sem as mãos no guidão, essas correções serão feitas através do equilíbrio que você desenvolveu sobre a bike, jogando o corpo mais para um lado ou para o outro, por exemplo.

É claro que, pela explicação, fica claro que neste caso o cérebro age quase como que num impulso involuntário. Não precisamos recorrer a botões e manetes específicos para mantermos a bicicleta em movimento, checando bússolas, mapas e radares. O fato, no entanto, é que um avião em movimento exige menos impulsos sensoriais do que uma bike precisa para se manter alinhada em movimento.

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Além disso, o mesmo estudo encontrou correlação entre práticas aeróbicas (como andar de bicicleta) e a capacidade de lembrarmos palavras que parecem estar na ponta da língua, mas que não saem. Seria como se, ao esquecermos de algum nome ou informação, bastasse subirmos em uma bike e sair pedalando para refrescar a memória. Mas, infelizmente, esse problema pode se agravar com a idade.

Para o cérebro, “condicionamentos inconscientes” são como atalhos. “Esses saltos mentais são essenciais”, concluíram os pesquisadores. Imagine se tivéssemos que analisar cada estímulo cerebral. Viveríamos eternamente em câmera lenta. Por outro lado, podemos começar a confiar instintivamente em uma pessoa simplesmente por que ela parece saber bem o que está falando (isso te fez lembrar época de eleição?).

Talvez nunca imaginamos que andar de bicicleta é mais difícil do que pilotar avião. Mas, na verdade, sempre soubemos que não há nada melhor do que pegar a bike e sair para um pedal para refrescar as ideias.