Bernard Hinault sugere greve de ciclistas caso Froome largue no Tour de France

Mais uma crise no ciclismo mundial motivada pelo doping

Bernard Hinault, em sua época áurea

O cerco está se fechando contra o britânico Chris Froome – que em maio, ao vencer o Giro d’Italia 2018, fez história conquistando as três Grandes Voltas consecutivamente. Pelo menos no que depender do ex-ciclista francês Bernard Hinault – que dominou o esporte entre as décadas de 1970 e 1980 e é pentacampeão do Tour de France – Chris Froome merece ser impedido de competir no Tour de France 2018 – que começa no dia 7 de julho.

Em uma recente declaração, Bernard Hinault sugeriu que o pelotão do Tour de France 2018 fizesse um bloqueio e não largasse caso Froome estivesse entre eles. Com isso, mesmo antes de começar, a maior prova do ciclismo mundial vive o drama do doping antes mesmo de começar.

Entenda o caso

Em dezembro de 2017, os jornais The Guardian (britânico) e Le Monde (francês) revelaram um resultado positivo para a substância salbutamol em um teste de urina de Froome logo depois de uma etapa da Vuelta a España do ano passado.

No começo deste ano, o ex-ciclista norte-americano Greg LeMond já havia expressado sua indignação contra o britânico e sua equipe, a Sky, que ainda seguem impunes nesta história. Agora foi a vez de Bernard Hinault.

Segundo Froome, ele apenas seguiu a recomendação dos médicos da Sky, que receitaram o salbutamol para que ele se recuperasse de uma crise de asma durante a competição.

O salbutamol é uma substância controlada pela WADA. Mas acontece que Froome foi pego com o dobro da quantidade permitida, o que caracterizaria doping.

A demora da União Ciclística Internacional em se manifestar para resolver este caso vem fazendo com que especialistas do esporte venham dando declarações cada vez mais bombásticas. Afinal, Froome venceu o Giro d’Italia deste ano.