Bicicletas-ambulâncias estão ajudando a combater a malária na África

Na Zâmbia, a bicicleta tem ajudado famílias a chegarem ao hospital a tempo de serem tratadas

Uma das bicicletas-ambulâncias que está ajudando a combater a malária na Zâmbia (Foto: transaid.org)

Para uma criança que contraiu malária, chegar ao hospital o mais rápido possível pode ser a diferença entre viver e morrer. Mas segundo uma pesquisa recente na Zâmbia, país da Africa austral, o número de mortes causadas por malária grave caiu 96% em 2017. E, boa parte disso, devido ao uso de bicicletas-ambulâncias, que têm sido realmente fundamentais para salvar vidas.

Para famílias que moram em comunidades rurais de certos países da África como a Zâmbia, chegar ao hospital mais próximo significa percorrer 15 quilômetros — ou até mais. Às vezes, as pessoas usam motos ou carros de boi, mas que não são uma garantia, ainda mais quando se tem uma criança com febre, com a saúde debilitada e só piorando. Para combater a malária, no entanto, é essencial correr contra o tempo, agir o mais rápido possível.

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As bicicletas-ambulâncias no salvamento

ONGs como a Transaid têm trabalhado em algumas frentes. Primeiro, profissionais de saúde detectam os sintomas da malária nas crianças e dão a primeira dose do medicamento. Em seguida, as bicicletas-ambulâncias entram em cena. Elas contam com um engate especialmente projetado que é anexado à bike. E cada “carrinho” têm um leito móvel, o que acelera a jornada até o hospital.

Estima-se que 70% dos pacientes foram transportados ao hospital dessa forma ao longo de 2017.

E, de acordo com a Transaid, o número de mortes infantis decorrentes da malária caiu drasticamente – de 8% para 0,25% naquele ano. Foram 3 mortes registradas durante o período de estudo de 12 meses – sendo que a média anterior era de 97 mortes.

Existe um esforço internacional para combater a malária (uma doença infecciosa transmitida por mosquito), o que reduziu significativamente o impacto da doença nas últimas duas décadas. Mesmo assim, a malária mata ainda mata quase meio milhão de pessoas todo ano, principalmente crianças, segundo a Organização Mundial da Saúde.

E já que os últimos desafios no combate dessa doença têm exigido soluções criativas e eficientes, as bicicletas-ambulâncias vieram em boa hora.

(Via motherboard.vice.com)