As “bicicletas fantasmas” são hoje um protesto mundial

Grupos locais ao redor do mundo fazem essas bicicletas fantasmas (ghost bikes) para homenagear ciclistas mortos por automóveis

bicicletas fantasmas
Bike fantasma em Los Angeles, colocada neste ano em Los Angeles em protesto pela morte do ciclista Frederick Frazier (Foto @ghostbikesorg)
Por Danny Gamboa

O movimento “bicicletas fantasmas” (ghost bikes) começou em 2003, quando um ciclista de St. Louis, nos Estados Unidos, presenciou uma colisão entre um carro e uma bike e depois marcou o local com uma bicicleta pintada inteira de branco. Grupos locais ao redor do mundo fazem essas bicicletas fantasmas (ghost bikes) para homenagear ciclistas mortos por automóveis e aumentar a consciência do público geral sobre o aumento do número de pessoas que pedalam como meio de transporte.

A primeira instalação que eu vi era um tributo ao triatleta Amine Britel. Em 2011, ele foi morto em Newport Beach, na Califórnia, por um motorista alcoolizado e que escrevia uma mensagem no celular. Ele poderia, muito facilmente, ter matado um dos meus amigos ou a mim mesmo. Eu registrei a instalação com fotografias e vídeo.

Agora sou voluntário do grupo sem fins lucrativos Ghost Bikes of California, que cria memoriais de São Francisco a São Diego. Nosso objetivo é despertar a indignação. Vários de nossos voluntários perderam seres amados em acidentes de bicicleta.

Anthony Navarro perdeu o filho de 6 anos no dia de Ação de Graças de 2012. O garoto foi atingido por um motorista enquanto pedalava na frente de sua casa. Usei uma bike do meu filho, já pequena para ele, para o memorial do menino, que também se chamava Anthony. Desde então, Navarro ajudou a colocar outras mais de 50 bikes fantasmas em diferentes cidades. Os ciclistas formam uma comunidade mundial – e, quando um morre, todos sofremos.

Danny Gamboa é um artista e diretor da organização de defesa da bike Empact Communities.