Bikes compartilhadas da Citi Bike voltam às ruas de NY

Por Jessica Coulon

Divulgação Citi Bike

Sistemas de bikes compartilhadas são fantásticos: introduzem pessoas ao mundo da bike, tornam o urbanismo mais inclusivo e promovem a mobilidade ativa. Mas nem sempre são fáceis de manter, como a saída da Yellow no Brasil ilustra bem. A boa notícia vem de Nova York: a Citi Bike, operada pela Lyft, está reintroduzindo as e-bikes à frota de bike sharing na cidade. Um representante da empresa disse à Bicycling US que cerca de 250 novas e-bikes serão distribuídas pela cidade esta semana.

A notícia vem depois da Lyft fazer o recall de 2.500 das e-bikes compartilhadas de Nova York, São Francisco e Washington, no fim de abril de 2019. Os usuários reportaram problemas nos freios, que levaram a acidentes. Além disso, a empresa teve problemas com as baterias na área da baía de São Francisco poucos meses depois. 

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“Estes problemas nos levaram a buscar um novo fornecedor de baterias enquanto buscamos uma nova solução para os sistemas de freio”, disse a Citi Bike em um post em seu blog. “Levou mais tempo que imaginamos para ajustar todos os componentes das novas bikes e para testá-las completamente, mas fizemos progressos.”

Bikes compartilhadas mais seguras e acessíveis

As novas e-bikes não terão acelerador e assistência até 30 km/h, de acordo com o representante da Citi. Elas terão uma autonomia 20% maior do que o modelo anterior e podem andar até 50 km a cada carga. O freio dianteiro é a tambor, como em bikes clássicas. 

“É nossa primeira Citi Bike de marcha única. Isso nos permite adicionar segundo sininho no guidão”, disse o funcionário da empresa. 

Além das novas 250 e-bikes em Nova York, a Citi Bike vai liberar mais unidades ao longo dos próximos meses e deve ter outras centenas nas ruas até o fim do ano. 

A política de preços da Citi Bike também mudou, graças a críticas dos usuários. Antes, era necessário pagar uma taxa fixa de 2 dólares a mais para usar as e-bikes. Agora, usuários com assinatura anual pagam 10 centavos de dólar por minuto para usar a e-bike, ou 2 dólares por 45 minutos ou menos, se o pedal começa ou termina na região de Manhattan. Não-assinantes pagam um adicional 15 centavos por minuto na e-bike. De acordo com a Citi, 80% dos pedais de assinantes eram de menos de 20 minutos. 

“As novas tarifas são mais acessíveis, priorizam os assinantes, e é mais viável para a empresa”, disse a Citi. A frota da Citi Bike deve ganhar mais bicicletas tradicionais este ano também, graças a um investimento de US$100 feito pela Lyft.