BMX brasileiro perde Drac, um dos seus maiores divulgadores

Drac competiu nos anos 90, e nunca mais parou de divulgar o esporte organizando campeonatos, festivais e apoiando atletas

Por Verônica Mambrini

Hoje o BMX brasileiro perdeu um de seus maiores divulgadores. Drac, uma lenda do esporte, foi assassinado a tiros pela manhã em sua loja, referência para quem pratica a modalidade, na Consolação em São Paulo. Não se sabe os motivos do crime, mas a comunidade do BMX e está desolada pela perda. “O Drac foi um precursores no desenvolvimento de peças no Brasil. Eu tive o prazer de conviver com ele na década de 90, na atividade dele como comerciante do mundo da bike. A gente testava as peças que ele desenvolvia”, conta Fernando José, que foi profissional no BMX e amigo de Drac.

O apelido é o encurtamento de outro: foi como Draculão que José Wilton Oliveira ficou conhecido nos anos 1990 e 2000, primeiro como atleta de BMX, depois como incentivador e organizador do esporte. Campeonatos, apoio a ciclistas nessa modalidade e em outras urbanas, como as fixas, estavam entre as contribuições de Drac. “Desde o começa da década de 80 nunca foi uma modalidade muito difundida, um pouco discriminada. E ele sempre falava disso”, lembra Fernando.

Na página da Drac BMX, amigos e clientes deixaram depoimentos emocionados. “Meu mestre dos magos vai ensinar os anjos a andar de BMX… Eh noix irmão”, disse Leafar Sorierram. “Vá em paz querido DRAC. Sua falta será sentida na cena da bike”, disse Guilherme Pulice.

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