Brasil: ele foi flagrado furtando uma bicicleta e passou 2 anos preso

Você pode ter achado que a justiça finalmente fora feita. Mas foi o contrário

(Foto: Getty Images)

Este caso aconteceu no Brasil. Em fevereiro de 2017, um homem identificado apenas como A.H.R foi preso em flagrante ao tentar furtar uma bicicleta de uma residência no estado do Piauí. Cinco meses depois do ocorrido, ele foi condenado em 1ª instância a seis anos de prisão em regime fechado.

Mesmo sem ser ter uma condenação em 2ª instância, ele foi levado à cadeia, onde passou mais de dois anos em regime fechado. E o caso ganhou repercussão nacional.

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De acordo com o site Fala Piauí, o pedido inicial de Habeas Corpus foi feito pelo Defensor Público Leonardo Fonseca Barbosa. “Fiz o pedido por entender que o fundamento da prisão era ilegal”, ele disse ao mesmo site.

Só que o pedido foi negado – primeiro no Tribunal de Justiça, depois no Superior Tribunal de Justiça e depois no Supremo Tribunal Federal.

É claro que qualquer pessoa que tenha sua bicicleta furtada ou roubada espera mais é que o ladrão seja preso e passe o resto de seus dias na prisão — e provavelmente vai reclamar das leis do Brasil.

Mas a justiça tem que ser feita, certo? E neste caso, no entanto, a notícia foi interpretada como uma completa falta de consideração dos órgãos públicos de justiça em avaliar o caso.

O homem só foi libertado recentemente por uma decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF)

“É muito infeliz atestar diariamente a inércia das instituições”, afirmou a Dra. Norma Brandão de Lavenère de Machado Dantas, titular da 2ª Defensoria Pública de Categoria Especial. “E é mais infeliz ainda senti-las cada vez mais distantes dos pobres, porque a inacessibilidade é ideológica, antes de ser física. É contra isso que precisamos lutar para exercer nosso papel”, concluiu.