Ciclismo: a Paris-Roubaix 2019 vai ser um confronto de campeões

A mais famosa das Clássicas de Primavera acontece neste domingo, e promete ser uma das edições mais imprevisíveis da história

(Foto: FRANÇOIS LO PRESTI/ Getty Images)

Paris-Roubaix 2019: a Clássica de Primavera mais famosa acontece neste domingo, e promete ser histórica.

Data: domingo, 14 de abril

Hora de início: 10 horas da manhã

Rota: Compiègne ap velódromo de Roubaix

Distância: 257 km

Favoritos:

  • Peter Sagan (BORA–hansgrohe)
  • Greg Van Avermaet (CCC Team)
  • John Degenkolb (Trek–Segafredo)
  • Niki Terpstra (Direct Energie)
  • Yves Lampaert (Deceuninck–Quick Step)
  • Zdenek Stybar (Deceuninck–Quick Step)
  • Oliver Naesen (AG2R La Mondiale)
  • Wout Van Aert (Team Jumbo–Visma)

Como assistir: No Brasil, a corrida ao vivo será transmitida pelo canal ESPN 2, a partir das 10h da manhã (horário de Brasília).

Talvez a mais penosa corrida de um dia da temporada, Paris-Roubaix é conhecida pelas estradas de paralelepípedos, chamadas pavé , que representam mais de um quinto de seu percurso de 257 km. Ele nunca deixa dar emoção à competição, e por isso é a nossa corrida favorita de um dia para assistir.

Começando na cidade francesa de Compiègne, a corrida começa com os ciclistas lutando contra os ventos para dar início à longa jornada do dia. Isso torna mais difícil para os ciclistas que pensavam em alguma fuga.

Se uma fuga for estabelecida, espera-se que o “separatista” ganhe uma vantagem de alguns minutos até atingir o primeiro setor de pavimentos em Troisvilles, no km 96 da corrida. (Os setores de paralelepípedos são numerados em ordem decrescente, então Troisvilles – o primeiro do dia – é o número 29, e o último no centro de Roubaix é o 1º.)

No início, as equipes tentarão posicionar seus líderes perto da frente do grupo, mantendo-os longe de qualquer acidente.

As coisas devem passar a ferver para o setor 19, a famosa Arenberg Forest, um dos trechos mais difíceis na corrida. A 95 Km do final, em Arenberg é onde as equipes começam a subir o ritmo na tentativa de forçar uma seleção no pelotão principal.

Equipes com fortes gregários podem tentar mandar uma para o ataque, dando aos seus capitães a chance de sentar e economizar energia para o final. A corrida não será vencida neste setor, mas certamente pode ser perdida.

A partir daí, ninguém sabe o que vai acontecer. Variáveis ​​como as condições da estrada, direção do vento e quais ciclistas formarão o grupo principal determinarão as táticas.

Essa é a beleza da Paris-Roubaix: é difícil prever, e muitas vezes paga-se a recompensa por assumir riscos, especialmente quando se trata de ataques de longo alcance.

No ano passado, por exemplo, Peter Sagan, um ciclista mais conhecido pelo sprint, venceu a corrida depois de um ataque solo a 54 Km do final. Fazendo sua estratégia enquanto outros ciclistas “relaxavam” no pelotão.

Sagan se afastou na frente, estabelecendo uma vantagem rápida que se estendeu nos próximos setores de pedras.

Com tantos candidatos na edição deste ano, um movimento semelhante pode ser bem-sucedido – isto é, se as equipes estiverem menos dispostas a perseguir ataques perigosos.

Os setores 14-12 em Orchies dão uma oportunidade para qualquer um que queira apostar em um ataque de longo alcance, assim como o setor 11 em Mons-en-Pévèles, um trecho de 3 km que leva os ciclistas diretamente ao vento contrário.

Peter Sagan, que defende o título neste ano (Foto: BERNARD PAPON/ Getty Images)

O que vem a seguir é indiscutivelmente o mais emocionante 50 km de competição de ciclismo que vamos ver durante todo o ano. A corrida segue para o norte, em direção a Roubaix.

Se um grupo selecionado for formado, os Setores 5 e 4 (o famoso Carrefour de l’Arbe) oferecem as melhores janelas de ataque de última hora para os pilotos que não gostam de deixar suas chances para o sprint.

Como sempre, a chegada é no velódromo de Roubaix. Em 1997, um desconhecido Frédéric Guesdon chocou um grupo de favoritos para se tornar o último campeão francês da Paris-Roubaix.

Em 2016, o veterano australiano Mat Hayman superou quatro vezes campeão da Paris-Roubaix, Tom Boonen, para conquistar a maior vitória de sua carreira.

A lista de favoritos é parecido com a dos favoritos ao Tour of Flandres, que rolou no último domingo. Nela estão ex-vencedores, como Peter Sagan (2018), Greg Van Avermaet (2017), John Degenkolb (2015) e Niki Terpstra (2014), se ele já estiver recuperado de seu acidente em Flandres (2014).

Não menospreze as chances do italiano Alberto Bettiol, que acaba de vencer o Tour of Flandres e virá mais forte do que nunca.

Ah, a previsão do tempo pelo menos não é de chuva – talvez os ciclistas possam respirar agora!