Red Hook: o “circuito mundial de fixa” começa neste sábado, em Nova York

A Red Hook comprova que a bike fixa (fora do velódromo) virou uma categoria profissional do ciclismo

ACONTECE NO PRÓXIMO sábado (28 de abril), a 11ª edição da Red Hook Crit de Nova York. Com 450 ciclistas inscritos (entre homens e mulheres) de 40 países, esta prova inaugura a temporada 2018 do circuito Red Hook Crit, a competição pioneira de bike fixa e até hoje mais respeitada.

Hoje, os eventos de bike fixa estão sérios e populares do que nunca. O próprio Red Hook, que começou em 2008 em Nova York como uma prova informal, hoje é visto como um “circuito mundial”, com etapas em Barcelona, Londres e Milão, além de Nova York.

Marcas como Specialized, Aventon e Cinelli têm suas próprias equipes, formadas por ciclistas que são tão atletas de ponta quanto os que competem no Pro Tour.

Campeão do Red Hook Crit Championship de 2017, o italiano Davide Viganò, por exemplo, era um ciclista de estrada profissional que viu nas fixas uma oportunidade de continuar competindo em alto nível. Mesmo sendo campeão do circuito Red Hook no ano passado, Davide nunca venceu uma etapa. É por isso que, em 2018, ele já começa com um desafio pessoal: vencer a de Nova York. Tendo em vista seus rivais, no entanto, não será uma tarefa fácil.

Estarão na disputa outras feras, como o italiano Martino Poccianti, o atual campeão do Criterium Italia (um circuito anual de cinco corridas que acontece em seu país) e o holandês David van Eerd, que, assim como Viganò, migrou do ciclismo de estrada.

Entre as mulheres, a francesa Eleonore Saraiva, a canadense Paphaele Lemieux, a norte-americana Ash Duban e espanhola Carla Nafria encabeçam o grid de largada.

A Red Hook em Nova York acontece no Brooklyn Cruise Terminal, em um circuito sinuoso de 1 km com 9 curvas (6 para a direita e três para a esquerda) – esta é uma informação relevante aos ciclistas, que giram suas bikes fixas e sem freios em alta velocidade. Serão quatro baterias classificatórias no masculino, cada uma com 80 atletas. Os primeiros vinte vão direto à final. Os outro 60 têm uma segunda chance através de baterias de repescagem.

Entre as mulheres, ao todo são 64 atletas. Elas darão 10 voltas no circuito, enquanto os homens, 12 voltas. As finais rolam à noite.

Quatro brasileiros estarão na disputa: Gabriel Rodrigues (FavelaFrama), Caetano Calomino (Dedicated Endurance Training), Luis Porto (FavelaFrama) e João Whitaker (CLIC Gorilla Fixed).

E, se as primeiras edições da Red Hook tiveram apenas alguns gatos pingados na plateia, atualmente o público lota o meio fio e grita entusiasmado do começo ao fim (veja um resumo do Red Hook 2017 no vídeo abaixo).