Como a bicicleta salvou a vida de um refugiado venezuelano no Brasil

Francisco só queria arrumar um emprego que fosse saudável para conseguir ajudar a família. E conseguiu graças à bike

(Foto: courrieros.com.br)

Quase todos os dias nos deparamos com uma enorme quantidade de notícias que envolvem a bicicleta: casos de roubo, de quebra de recordes, de superação… Neste caso a seguir, a bicicleta ajudou um refugiado venezuelano a conseguir uma vida nova morando no Brasil. Pode não ser o emprego dos sonhos para a maioria das pessoas, mas ele consegue agora ajudar sua família que ficou na Venezuela. Pois é, praticamente a bicicleta salvou a vida de um refugiado.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, que publicou esta história, Francisco di Salvatore, de 29 anos, deixou a Venezuela na condição de refugiado por causa da situação política e econômica de seu país. Francisco morava na capital, Caracas, onde tinha uma loja de iPhones. Sua vida era estável, ele ganhava bem, mas de repente…

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A bicicleta salvou a vida de um refugiado venezuelano

“Eu que estava acostumado com uma evolução de estudos, economia e trabalho, cheguei a passar o dia só com um pedaço de pão. Eu sei o que é sentir fome de verdade”, disse Francisco.

Ele chegou há um ano no Brasil. Atravessou a fronteira por Roraima em agosto de 2017. Foi a Boa Vista e, de lá, tomou um avião para São Paulo.

Na capital paulista, Francisco queria arrumar um emprego que fosse saudável e, pelo Instagram, fez contato com a Ecolivery Courrieros, uma empresa que utiliza as bikes como meio  de transporte para entregas na cidade.

“Então, R$ 50, R$ 100, R$ 20, por mais que não parece muito aqui, na Venezuela é muito dinheiro. E hoje consigo ajudar a minha família, os meus pais que ficaram na Venezuela”, diz Francisco, que, mesmo em sua situação de refugiado, conseguiu abrir uma porta no Brasil graças à bike.