Dois ciclistas que resgataram animais abandonados

Um caso aconteceu na Turquia; o outro, no Brasil. Em ambos, era uma gatinha, que ganhou um novo lar

A Magali (ou Fusquinha, Gatinha...) de Breno

Um caso aconteceu na Turquia; o outro, no Brasil. Em ambos, era uma gatinha, que ganhou um novo e seguro lar

São duas histórias diferentes, mas ambas com final feliz: enquanto pedalavam, dois ciclistas se depararam com animais abandonados pelo caminho, soltos à própria sorte. E, mesmo sem se conhecerem, estando a mais de 10 mil quilômetros de distância um do outro, eles agiram igual: decidiram resgatar os animais, levando-os em suas bikes.

1º caso: Um resgate na Turquia

Um desses casos foi na Turquia. Enquanto Ozgur Nevres pedalava a 30 km de sua casa, ele parou próximo ao aeroporto para ver os aviões passarem enquanto descansava. Foi quando ele ouviu o choro de um animal angustiado.

Visivelmente, a pequena criatura estava desesperada, parecia clamar para que alguém a tirasse dali.

“Eu olhei ao redor e vi uma adorável gatinha malhada correndo em minha direção, chorando muito”, relatou Ozgur. “Ela tinha cerca de um mês de vida, e parecia faminta.” Por estar no meio do nada, o ciclista percebeu que o animal teria poucas chances de sobreviver, caso não fosse resgatado.

This baby came to me crying. I couldn't leave her, she was hungry. I carried her around 30 km like that, then gave her food & shelter. ❤ #kedi #cat #gatto #gato #gatos #cats #kitty #gatti #katze #katzen #catlover #catlovers #instacat #instacats #istanbul #kitten #kittens #cute #love #bogaziciuniversitesi #bosphorusuniversity #straycat #straycats #babycat #roadbike #cycling #look565 #lookcycles #look

Posted by Lotto the Cat on Saturday, August 25, 2018

“Não podia deixá-la ali sozinha, então a coloquei dentro de minha jersey e comecei a pedalar devagar. Ozgur se surpreendeu, porque a gatinha não se assustou e até pareceu curtir a viagem. “Ela colocou a cabeça para fora na minha camisa e ficou olhando em volta.”

Depois de dar água e comida à gata, que foi batizada de Milia, Ozgur colocou fotos dela em um site de adoção. E em poucas horas recebeu o telefonema de uma pessoa interessada em dar um lar permanente para Milia. “Resumindo, esta adorável gatinha agora tem uma família, e eu estou muito feliz por isso”, disse.

2º caso: Uma adoção surpreendente no Brasil

O ciclo viajante brasileiro Breno Bizinoto estava em Campo Grande (MS), durante as últimas semanas de um pedal de um ano pela América do Sul. Ele provavelmente viu muitos animais abandonados pelo caminho, mas dessa vez foi diferente. “Eu estava hospedado na casa de uns amigos quando apareceu uma gata”, relatou. “Como eles já tinham dois gatos, não podiam adotar outro. Eu brinquei dizendo que ia levá-la na bike, mas na terceira vez que ela apareceu eu pensei rápido e a adotei.”

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Breno a colocou em uma pequena caixa, no bagageiro da bike. Mas, como ele relatou em seu Instagram, a gata se incomodava com a trepidação. Mas ele aprendeu a amenizar o stress da viagem fazendo paradas providenciais.

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Sentir o vento na cara pela primeira vez não tem preço. Lembrança de um dia de pedal que eu tive que ter muita paciência e fiz umas 10 paradas por que a Magali tava odiando a caixinha. Foi só duas semanas que ela pedalou comigo, passamos pelo MS, SP e MG, quando faltava 500 km pra viagem acabar ela pegou uma carona com meus pais e chegou aqui em casa primeiro que eu. Ela ja se adaptou direitinho à casa nova e ta adorando a comida e rotina de Belo Horizonte. Igualzinho eu. #cat #adventurecat @adventurecatsorg #ciclosul #Ciclogiro #scott #cicloturismo #bike #biketravel #biketrip #pedal #bikewander #wanderlust #sscc #humanpoweradventures #adventure #travel #drone #dronefly #dronepic #dronephoto #instadrone #aeropic #dronephoto

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“O nome dela é Magali, mas eu também chamo ela de Fusquinha, Carnicinha, Gatinha, Jaguar Paraguaio e Maria Geralda”, disse.

Por duas semanas, Breno e Magali pedalaram juntos. Passaram pelos estados do Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. Quando faltavam 500 km para a viagem de um ano acabar, Magali pegou uma carona os pais de Breno, que se encontraram com o ciclista no caminho.

“Ela já se adaptou à casa nova, e está adorando a comida e a rotina de Belo Horizonte”, finalizou Breno, que acaba de retornar à sua casa e está muito feliz com a nova companhia.

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Muita gente me perguntando: ela apareceu na casa dos meus amigos Arthur e Tainá que me hospedaram em Campo Grande. Eles ja tinham 2 gatos e nao podiam adotar outro. Eu brinquei que ia levar ela na bike, mas na terceira vez que ela apareceu eu pensei rapido e adotei. Viajar na bike é meio dificil pra ela, ela sempre reclama quando coloco na caixinha (alguns posts atrás tem uma foto da caixa), mas depois de uns 10 minutos ela fica tranquila. A trepidação não incomoda ela, acho que até faz ela dormir. Sempre que eu entro em uma cidade ela começa a miar de novo por que ja sabe que é hora de descer. Quando eu tiro ela da caixinha ela nao foge nem caminha pro lado da rodovia e até voltou pra mim quando eu chamei (gato nao é disso). Eu estou aprendendo a hora dela de ir no banheiro e como amenizar o estresse da viagem. De qualquer forma, logo a gente chega em casa e ela vai ter um cantinho pra ela, sem ter que ficar viajando de bicicleta igual tá agora! O nome dela é Magali, mas eu tambem chamo ela de Fusquinha, Carnicinha, Gatinha, Jaguar Paraguaio, Maria Geralda etc. Nessa foto ela tinha acabado de rolar na terra só pra se sujar: a gata é mountain bike! @adventurecatsorg #cat #gato #adventurecat #ciclosul #ciclogiro #scott #spotbr #cicloturismo #pedal #mtb #voudebike #cycling #cyclotouring #bycicling #cyclingphotos #cyclingpics #race #ridebike #adventure #outdoor #mundooutdoor #aventura

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