Container da Bike Anjo é arrombado e 25 bicicletas são furtadas em São Paulo

Divulgação Bike Anjo
Não é de hoje que a Bike Anjo ajuda pessoas a começarem a pedalar. A rede de ciclistas voluntários conecta pessoas que querem pedalar com pessoas que podem ensinar. Além disso, oficinas organizadas com regularidade já ajudaram centenas de pessoas de todas as idades e perfis a andarem de bicicleta. No último domingo (16), contudo, a Bike Anjo foi surpreendida com um arrombamento e furto de materiais, com prejuízos que batem na casa dos R$ 30 mil, de acordo com estimativa da ONG.

+ Conheça a Bike Anjo, rede de voluntários que ensina a pedalar
+ 3 coisas que você pode fazer para levar a bike para trabalho

Em São Paulo, um dos locais de atuação da Bike Anjo é o Largo da Batata, ao lado do Bicicletário do metrô Faria Lima, onde fica o Container Bike Anjo São Paulo. “Neste domingo, chegamos lá e nos deparamos com uma cena triste: nosso container foi arrombado e tivemos nossas bicicletas e materiais furtados”, disse a ONG em comunicado pelo Instagram. “Até o momento, contabilizamos o furto de 19 bicicletas dobráveis, 6 bicicletas aro 24/26 e todas as nossas ferramentas (chaves, bombas de ar e etc).” A Bike Anjo pede que caso alguém veja as bicicletas, que estavam identificadas com o adesivo da Bike Anjo, que avisem às autoridades.

O prejuízo em bikes e ferramentas furtadas é estimado em mais de R$ 30 mil. Divulgação Bike Anjo

A Bike Anjo está tomando medidas legais cabíveis na tentativa de diminuir os danos causados pelo incidente. “Gostaríamos de enfatizar a negligência da subprefeitura de Pinheiros, que na montagem da estrutura para os eventos de carnaval no Largo da Batata, isolou nosso container com tapumes metálicos, dificultado a vigilância e cuidado com nosso espaço, e não oferecendo nenhum tipo de reforço de policiamento ou ronda para a região, o que criou um cenário propício para o arrombamento de nosso espaço”, diz a ONG em nota.

Doações de bikes, ferramentas e dinheiro

O container já está no Largo da Batata desde novembro de 2015, sempre de forma autorizada, graças a um termo de cooperação entre a Associação Bike Anjo e a subprefeitura. Para evitar a interrupção das oficinas para ensinar a pedalar e de mecânica de bike, a Bike Anjo fez uma vaquinha (clique aqui para ver como doar) e abriu seus dados bancários para doações, que podem ser consultados no post de Instagram em que a Bike Anjo denuncia o descaso do poder público com o espaço onde o container estava localizado. 

“Esta foi a primeira vez que os blocos de carnaval impactaram desta forma em nossas atividades. As forças de segurança pública estiveram presentes no largo da batata. Desta vez, colocaram tapumes, o que contribuiu para o furto. Não foi um furto simples, foram mais de 26 bicicletas. Estamos apurando a responsabilidade civil da prefeitura e do governo, pela Guarda Civil Municipal e pela Polícia Militar, por essa enorme lacuna na segurança pública”, diz o voluntário Thiago Tifaldi, da Bike Anjo. “O momento é de retrocesso para a mobilidade ativa: remoções e requalificações de ciclovias, fechamento de bicicletários, Yellow saindo do mercado, sem ciclofaixa de lazer desde 25 de setembro de 2019. Estamos nos reunindo com órgãos públicos para discutir estas questões”, diz Tifaldi, que é advogado.

As atividades no Conteiner Bike Anjo estão interrompidas por falta de materiais. No momento, as atividades da Bike Anjo seguem em outra sede, a Casa Bike Anjo, na Rua Caio Graco, 532, na Vila Romana.