Ela atropelou um ciclista nos EUA. E só foi presa na Austrália

Como terminou a caçada internacional para prender uma mulher suspeita de ter atropelado e matado um ciclista

Andrea em cartaz do FBI

Há quase dois anos, uma motorista atropelou um ciclista e fugiu. Então três continentes se mobilizaram para iniciar uma caçada à suspeita.

Andrea Dorothy Chan Reyes foi presa pela polícia australiana em abril deste ano, e em breve poderá ser extraditada para os Estados Unidos, onde será julgada e, ao que tudo indica, continuará cumprindo pena.

Nos EUA, Andrea vai responder por uma acusação de atropelamento. Ela teria matado Agustin Rodriguez Jr., pai de três filhos, em um acidente brutal envolvendo o carro da mulher e a bicicleta dele.

VÍTIMA: Agustin Rodriguez Jr, uma pessoa gentil, segundo a família

Como ela atropelou e fugiu

Rodriguez estava de bicicleta indo ao trabalho em Whittier, Califórnia, em janeiro de 2017, quando a motorista de um Lexus branco o atingiu “em alta velocidade”, de acordo com os documentos de acusação do FBI.

Depois de bater em Rodriguez, a motorista “desacelerou brevemente e depois acelerou novamente”, arrastando o homem preso embaixo do carro por várias centenas de metros, antes de fugir definitivamente. Quinze minutos depois, os médicos anunciaram que Rodriguez morrera no local.

Leia também: Mulher que atropelou e fugiu tem que pagar R$ 1 milhão à família da vítima

Denúncia a fuga do país

Andre foi denunciada por uma testemunha uma semana depois. E trabalhadores de uma oficina de automóveis confirmaram que reformaram a frente do Lexus, trocando inclusive o para-brisas. A mulher alegara, no entanto, que tinha atropelado um cervo.

Só no mês seguinte a polícia encontrou o Lexus em Idaho, outro estado norte-americano, escondido na garagem de um sócio do ex-namorado de Andrea.

A novela continuou. A mulher já tinha fugido para Hong Kong, onde tem família. E a polícia de Whittier colocou o FBI na busca internacional, o que levou a investigação para a Ásia e Oceania, além dos Estados Unidos. Acredita-se que Andrea tenha usado 11 diferentes nomes durante todo esse tempo.

Em abril deste ano, a polícia de Adelaide, Austrália, finalmente prendeu Andrea, que até hoje permanece em uma prisão na Austrália. O tribunal local deve decidir sobre um pedido de fiança até o fim do mês.

Mas caso seja extraditada, Andrea deverá enfrentar múltiplas acusações, incluindo as de homicídio, atropelamento e fuga do local – sem contar a de fuga internacional. E ela poderá cumprir até 15 anos em regime fechado.

Segundo as autoridades norte-americanas, a perseguição e detenção de Andrea prosseguiu por tanto tempo — e pelo mundo inteiro — por conta da fuga da cena do acidente, o que, em tese caracterizaria uma ação intencional.