Ele queria experimentar os efeitos do doping e foi indicado ao Oscar

O ciclista e cinegrafista Bryan Fogel nunca imaginou que uma experiência com EPO o faria desvendar um escândalo de doping russo de proporções épicas

Em Ícaro,, Fogel começa a usar doping para participar da Mavic Haute Route e acaba descobrindo o enorme esquema do doping russo. Imagem cortesia do Sundance Institute

Por Caitlin Giddings

As indicações ao Oscar foram anunciadas essa semana – e o documentário sobre ciclismo “Ícaro” foi indicado à categoria de Melhor Documentário.

O filme de duas horas, disponível no catálogo do Netflix, conta a história do ciclista amador e diretor de cinema Bryan Fogel, que planeja tomar EPO antes de correr na Mavic Haute Route, uma prova brutal, na qual ele poderia documentar os efeitos do doping no seu próprio desempenho. Sua intenção inicial era simplesmente mostrar as falhas no protocolo de testes antidoping da World Antidoping Agency. Mas a partir daí, o documentário passa por uma reviravolta – e Fogel descobre coisas mais ameaçadoras e arrasadoras do que fragilidades no sistema da WADA. O documentário acaba mergulhando em um dos escândalos de doping mais massivos e fascinantes da história do esporte.

Imagem cortesia Netflix

Em uma entrevista à Bicycling, Fogel disse que ficou chocado com a proporção do esquema que ele descobriu durante as filmagens de Ícaro. Inesperadamente, ele se viu transformado em um elemento-chave da investigação do programa de doping russo que antecedeu os Jogos Olímpicos de 2016. “Havia uma enorme noção de responsabilidade e um fardo nas minhas costas porque eu entendi do que se tratava, e quão delicada era a história”, conta Fogel. “E essencialmente eu estava no olho do furacão.”

Imagem cortesia Netflix

É possível ver o documentário na íntegra no Netflix. Desejamos boa sorte e damos os parabéns a Fogel pela indicação, e por ter sustentado um papel tão decisivo em um dos maiores escândalos de doping já documentados.