Ele tem 84 anos; sua bike, 65

A bike é sua ligação com o passado: com ela, Francisco atravessava a cidade às 5 horas da manhã para ir trabalhar.

Francisco e sua bike, uma Royal 1954, em lugar especial na garagem (Foto: Kimberly Teodoro / campograndenews.com.br)

O marceneiro Francisco Nakasone, 84, já viveu em uma época em que era preciso emplacar a bike. Sua bicicleta Royal, ano 1954, a mesma que ele usa até hoje, tem placa de identificação número 175, registrada em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

Descendente de japonês, Francisco acredita que não exista bike tão preservada quanto a dele, que é uma verdadeira relíquia.

>> Restaurar bikes o ajuda a ter liberdade de dentro da prisão

Ele próprio não tem muitas fotos daquela época porque, segundo ele, não tinha muito tempo livre. Francisco já trabalhou muito na lavoura – serviço que começou aos 6 anos de idade, ajudando o pai em Rochedinho, onde morou até os 23 anos.

Ele também foi marceneiro por mais de 50 anos, e trabalhou em máquinas de arroz. Hoje, mora em um bairro bom próximo ao centro de Campo Grande, que antigamente era considerado uma região afastada. “Só quem morava para esses lados eram os trabalhadores”, contou ao site Campo Grande News.

Francisco comprou sua bike Royal ainda na década de 1950, quando a bicicleta era mais valorizada do que o carro. Quando se aposentou, a bicicleta ganhou lugar de destaque na garagem.

“Ela valia o preço de duas bicicletas nacionais quando eu comprei, mas era a melhor e nunca me deixou na mão”, lembra Francisco, que já recebeu ofertas para vender a bicicleta, mas garante que não quer se desfazer dela nunca.

A bike é sua ligação com o passado. Com sua Royal 1954, ele atravessava a cidade às 5 horas da manhã para ir trabalhar. Também é pelo fato de pedalar sempre que ele atribui sua longevidade. Aos 84 anos, ele ainda dirige e faz hidroginástica.

Clique AQUI para ler a matéria feita pelo Campo Grande News na íntegra e ver mais fotos de Francisco Nakasone e sua bike Royal 1954.