Emoção de todos os lados na vida de uma competidora de criterium   

FOTO: Karol Prohmann

Denise “Dee” Dallastra // 28 anos // Porto Alegre (RS) // Nunca imaginei que uma simples bicicleta poderia fazer minha vida tomar um rumo tão diferente (e tão bom). Minha conexão com a rua nasceu com o BMX e, depois, com o interesse em longas estradas. Mas foi a simplicidade da bike fixa que mais me instigou. Simplicidade não tem nada a ver com fragilidade. Pelo contrário: estas bikes são fortes, assim como a cena cheia de pessoas incríveis de todos os cantos do Brasil (e do mundo) que elas simbolizam. Nas provas de criterium [urbanas, geralmente em circuitos curtos e rápidos], tudo fica ainda mais empolgante. É emoção para todos os lados. Sem falar que todo mundo se dedica o quanto pode e mais um pouco para ir aos eventos e fazer a coisa acontecer. Tenho buscado evoluir tanto física quanto mentalmente, e começo a colher os resultados. Vejo cada vez mais mulheres na cena, o que é muito gratificante. A verdade é que hoje quase não saio de casa sem a minha bike. Trabalho, faço meus treinos, competições, rolês com amigos ou até mesmo curto uma praia bem longe de casa. E sempre que posso levo meu filho, Yuri, comigo também. Quem sabe ele não se anima e também vira um critracer no futuro.