Escolha sua sapatilha de ciclismo – masculinas

Por Bruno Romano

Louis Garneau Slate, R$ 600

> IDEAL PARA: QUEM BUSCA UMA OPÇÃO VERSÁTIL PARA TREINOS E PROVAS.
Por mais que a carreira do ciclista olímpico canadense Louis Garneau tenha se construído nas estradas e nas pistas, a empresa que leva seu nome hoje abrange várias tribos do pedal. Essa versatilidade também é a marca da Slate, uma sapatilha de bom custo- benefício e “pau para toda obra”, como se diz. A escolha por misturar couro sintético com mesh no cabedal ajuda no suporte e na respirabilidade. A parte superior é feita com sistema Thermobonded, o que, na prática, agrega conforto e diminui pontos de pressão. O solado, já com tacos tipo SPD, traz tecnologia Ergo Grip 2, baseada em cravos de boa aderência e removíveis, facilitando a limpeza da lama. | 385 gramas;
Garneau

Shimano SH-MT34B, R$ 420

IDEAL PARA: TER À MÃO UM PAR SEGURO E RESISTENTE PARA AS TRILHAS
Conforto é a palavra de ordem deste modelo da Shimano. Seu design moderno proporciona bom espaço para os pés, com uma biqueira mais ampla. Some a isso a construção em couro sintético e malha fina de qualidade, o que a torna flexível e, ao mesmo tempo, resistente. Sua boa palmilha de fábrica e uma entressola em EVA também jogam a favor da eficiência e comodidade. Não é a top de linha da marca (que possui modelos mais leves e performáticos), mas oferece uma balanceada gama de boas escolhas, como os cadarços com tensão uniforme e a sola em mix de lâmina de poliamida, fibra de vidro e borracha – visando uma boa performance quando clipada e suavidade ao caminhar. | 608 gramas
Shimano

 

Bontrager Cambion, R$ 1.350

IDEAL PARA: SENTIR UM POUCO DA EXPERIÊNCIA DE UM PROFISSIONAL. Se há disponibilidade para investir, a Cambion da Bontrager merece atenção. É notável sua combinação de rigidez e firmeza (essenciais para o alto desempenho) com conforto, sobretudo na boa acomodação dos dedos, um dos grandes avanços nesta versão de 2017. A sensação geral é de que toda a potência empregada no giro dos pedais está sendo aproveitada com o auxílio da sapatilha. Outro trunfo da Cambion é o solado em carbono Silver Series, usado por profissionais da marca. A ventilação também se sobressai, mesmo em climas quentes como o nosso. | 340 gramas;
Trek Bikes

Absolute Wild, R$ 300 

IDEAL PARA: EXPERIMENTAR A VIDA “CLIPADA” NAS TRILHAS. O visual da Wild já deixa clara a opção por um modelo robusto. A característica pode trazer confiança para os iniciantes, que logo vão perceber, com o passar do tempo, as enormes vantagens de atributos como leveza, sobretudo em pedais mais longos. É por isso que o modelo de entrada é indicado para quem está disposto a experimentar a novidade, porém ainda não se sente seguro sobre onde isso vai dar. Apesar de pesadona e com material não tão durável (o solado é em nylon com borracha), traz um sistema simples de ajuste com duas fitas de velcro e uma fivela, além de reforços no calcanhar e na ponta da sapatilha. | 720 gramas
Isapa

Da Matta Pro MTB, R$ 520

IDEAL PARA: APOSTAR EM UMA ESCOLHA NACIONAL CONFIÁVEL. Pensada para MTB e produzida por gente que vive o ciclismo, esta sapatilha tem como grande ponto alto sua durabilidade. Isso quer dizer que ela aguenta a bronca em climas variados e não “desmancha” na sua mão depois do uso mais frequente. O modelo Pro MTB vai na linha de calçados bem robustos, incluindo reforço plástico na parte traseira e nas extremidades da sola. O solado, aliás, possui quatro travas e vem com uma chave para adaptação e remoção das mesmas. Todos os detalhes e a rigidez encontram equilíbrio com as escolhas dos materiais, com destaque para a microfibra sintética em couro e telas respiráveis na parte superior. | Peso não divulgado pela marca
Da Matta

Fora do Brasil

Giro Prolight Techlace, US$ 400

Com incríveis 138 gramas, esta sapatilha traz em cada peça a mesma tecnologia TeXtreme, em fibra de carbono, encontrada em capacetes da Giro e carros de Fórmula 1. A ideia, você já deve imaginar, é ser extremamente leve sem perder a rigidez. O sistema patenteado Techlace combina a facilidade do velcro com o conforto dos laços, garantindo agilidade ao vestir e bom suporte aos pés. O conjunto ainda tem uma ventilação sensacional. | 183 gramas
Giro

DMT Radial 2.0, R$ 1.300

IDEAL PARA: QUEM NÃO ABRE MÃO DA TRADIÇÃO. A marca italiana aposta em clássicos como o seu modelo DTM Radial, disponível por aqui na versão número 2. Boa opção entre sapatilhas intermediárias, mescla escolhas “clássicas”, como as tiras em velcro, e “modernas”, caso da rígida sola em nove camadas de carbono, que não deixam a desejar na hora de fazer força de verdade. A combinação de microfibra e mesh usada na Radial 2.0 se mostra bem respirável, com um design que prioriza o desempenho sem prejudicar o movimento do corpo. Os ajustes, inclusive, terminam na parte interna do pé, com um leve suporte (o suficiente para trazer a sensação de segurança e não reter muito a mobilidade do calcanhar). | Peso não divulgado pela marca
DMT

Sidi Wire Carbon 2017, R$ 3.000

IDEAL PARA: INVESTIR EM ALTA PERFORMANCE. No quesito “sapatilha dos sonhos”, a nova versão da Wire Carbon, top de linha da italiana Sidi, merece destaque. A começar pelo seu fit milimétrico, em grande parte devido à escolha da microfibra em poliuretano. Seu encaixe é preciso e faz toda a diferença em sprints e subidas. Só não se espante se sua forma estreita parecer muito justa de início, pois ela logo vai se moldar sem perder eficiência. Os dois ajustes no sistema de amarração trazem ainda mais precisão. Enquanto isso, na entressola, a marca aposta em uma camada de EVA termomoldado, otimizando a distribuição da pressão dos pés, em conjunto com o solado Vent Carbon, de fibra de carbono de alto padrão. Pensando em competição, ela não é a mais leve entre outras concorrentes à altura, mas certamente contribui para um melhor desempenho durante as pedaladas. | 300 gramas
Sidi

 

Mavic Cosmic Ultimate Maxi Fit Shoe, R$ 1.300

IDEAL PARA: ALIAR A RIGIDEZ DO DESEMPENHO E O CONFORTO EM LONGAS PEDALADAS. Com um design que já inspira leveza e velocidade, esta Mavic consegue combinar conforto e excelente transferência de potência em um modelo “peso-pena”. O segredo principal parece estar na sua construção baixa, aproximando os pés do pedal. Uma fina camada de carbono na sola se alia ao uso sutil do mesmo carbono na estrutura do sapato, trazendo rigidez na medida certa. A palmilha moldada não apenas alivia giros mais longos como atua em prol do suporte no calcanhar e na boa ventilação. O sistema de ajuste Mavic Ergo Dial funciona muito bem (a opção Smart Release também oferece uma simples e rápida abertura da amarração). Uma escolha leve, durável e certeira, pronta para competir. | 260 gramas
Mavic

Spiuk Altube 2017, R$ 700

IDEAL PARA: DAR O SEU PRIMEIRO UPGRADE. Esta Altube da Spiuk já traz grandes avanços para quem se adaptou bem às sapatilhas mais modestas. Seu ótimo peso para a faixa de preço proporciona sensação de comodidade no pedal. De fato, é um modelo dinâmico, que busca equilíbrio entre o conforto e a performance. Possui ajustes fáceis (sistema BOA), sola mista em poliamida e fibra de vidro, além da tecnologia Drilling Shell na parte superior, capaz de garantir ventilação via perfurações e ainda facilitar a limpeza. A fabricante coloca a Altube como unissex e, além de oferecer diferentes cores, inclui na venda dois pares de palmilhas. | 310 gramas
Spiuk

B’ Twin Speed 500, R$ 300

MELHOR PARA: EXPERIMENTAR OS PRIMEIROS GIROS CLIPADO. Se sua ideia é se testar no esporte, ainda em fase inicial, a Speed 500 traz segurança e boa durabilidade por um preço camarada. E ainda apresenta um bom peso. A sola é feita em nylon rígido, e a parte externa do calçado traz um mix de elementos que garantem o básico de conforto e eficiência. Uma dica: experimente o número certo para os seus pés antes de comprar (caso queira fazer isso pela internet). Você logo vai perceber que, quando o assunto é sapatilhas, dominar as numerações é um desafio à parte. | 310 gramas
B’Twin

Scott Road Comp, R$ 550

IDEAL PARA: TREINOS DO DIA A DIA E ESCAPADAS MAIS LONGAS NA ESTRADA. Está entusiasmado com a ideia de pedalar com sapatilhas, mas não quer investir muito? A Scott pensou exatamente nisso ao criar o modelo Road Comp. Seu estilo polivalente, recheado de escolhas bem atualizadas, traz um conjunto da obra preciso para iniciantes e intermediários. Em suma, garante rigidez suficiente para sentir seu esforço sendo aproveitado e não deixa de favorecer o conforto, sobretudo para giros mais extensos. O solado é feito em fibra de vidro com injeção de nylon. E o sistema Wrap Fit veste bem o pé, adaptando-se ao gosto do freguês com a ajuda de uma camada estrutural de couro sintético. Uma opção bem balanceada e conveniente para quem pedala com frequência. | Peso não divulgado pela marca
Scott

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