Ex-ciclista quer voltar a competir profissionalmente aos 52 anos

O italiano Andrea Tafi planeja uma volta triunfal ao ciclismo profissional

Andrea Tafi, que já eternizou seu nome nos paralelepípedos sagrados da Paris-Roubaix (Foto: Getty Images)

Vinte anos anos depois de vencer a Paris-Roubaix, a prova de um dia mais clássica do ciclismo mundial, o ex-ciclista italiano Andrea Tafi pretende voltar a uma disputa do ciclismo profissional.

Aos 52 anos de idade, Tafi quer celebrar seu retorno “apenas” na Paris-Roubaix de 2019. Mas tem gente que está achando isso tudo uma completa viagem do italiano, é claro.

Quem está acostumado a acompanhar provas de ciclismo sabe que a experiência conta muito neste esporte. Mas disputar umas das provas mais duras do ciclismo, que conta com passagens quase intermináveis sobre paralelepípedos – e geralmente na chuva –, correndo contra os melhores ciclistas do mundo na atualidade, aos 52 anos, chega a ser curioso.

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Para o belga Patrick Lefevere, gerente da equipe Quick-Step, Andrea Tafi pode estar querendo documentar sua volta ao ciclismo, mas seu esquadrão não tem lugar para um ciclista de 52 anos. “Talvez uma equipe que não seja do tão alto escalão como a Quick-Step seja interessante, é uma coisa mais comercial”, explicou Lefevere ao site CyclingNews.

Andrea Tafi beija o troféu conquistado pela vitória na Paris-Roubaix de 1999 (Foto: Getty Images)

Uma chance ao ex-ciclista de 52 anos

Ainda segundo o belga, existem equipes menores que podem dar uma carona para o sonho do ex-ciclista, algo que trará muito retorno com publicidade, inclusive. Mas não é o caso da Quick-Step, que normalmente está puxando o pelotão das principais provas do ciclismo mundial.

Lefevere contou ao mesmo site como esta história surgiu:

“Eu o vi em um evento recentemente, quando estávamos comemorando 20 anos de patrocínio com a Latexco. Todos perguntávamos a Andrea se ele estava com febre, ou se ficou louco. Eu não entendi”, disse Lefevere.

“Ele me perguntou rindo, mas meio sério, se a nossa equipe estava interessada. Mas já é uma luta para levar os sete ciclistas à Paris-Roubaix, e eu não quero investir em um projeto apenas por publicidade. Espero que ele possa encontrar outro caminho.”

Mesmo que uma vitória esteja fora de cogitação, você acredita que um ex-ciclista de 52 anos possa terminar bem uma prova como a Paris-Roubaix, na frente de outros ciclistas tops da atualidade? Vai saber…