Itaú e tembici planejam mudanças no sistema de bikes compartilhadas

O principal sistema de compartilhamento de bikes no Brasil deve trazer mudanças ainda em 2017

Foram apresentadas hoje as mudanças previstas para o sistema de bicicletas compartilhadas patrocinado pelo Itaú. A gestão passa a ser feita pela tembici, e entre as novidades, está um novo modelo de bicicleta totalmente desenvolvido para compartilhamento, e o adensamento do sistema.

As “laranjinhas” já tem seis anos em operação e hoje estão em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e Recife. A tembici já trabalhava em projetos com o Itaú, como os bicicletários do Largo da batata, Bike Turista, em Salvador, e a Escolinha Bike. Agora, deve assumir a gestão do sistema e estudar soluções para algumas das queixas mais frequentes de usuários, como estações pouco solicitadas e outras com capacidade abaixo da demanda.

A mudança, porém, não tem data certa: depende dos contratos com cada cidade. “Em São Paulo, o contrato está vencido há dois anos”, explica Luciana Nicola, superintendente de relações governamentais e institucionais do Itaú Unibanco. Após uma nova licitação, o sistema com as mudanças deve ser implementado, com a substituição das bikes e alterações na rede de pontos de retirada e entrega. “Vamos aproveitar para reavaliar o adensamento. Não queremos abandonar o centro de São Paulo. Mas para isso precisamos sentar com o gestor público e criar maneiras para lidar com vandalismo, por exemplo”, explica Luciana.

Entre as mudanças da nova versão estão mais opções para liberar as bikes no sistema. O usuário poderá usar o aplicativo, como é feito hoje, ou fazer um cadastro prévio e usar um cartão do sistema, ou ainda diretamente o cartão de crédito, sem necessidade de cadastro.

As novas bicicletas foram desenvolvidas já pensando no compartilhamento, pela empresa canadense PBSC Urban Solutions, que fornece para sistemas de compartilhamento de bikes em mais de 20 cidades. A maior novidade do modelo é o dínamo para iluminação e o aro 24. O sistema de marchas continua sendo interno, e o freio passa a ser tipo “rollerbrake”. O canote alcança uma altura de regulagem maior, e a cestinha foi substituída por um suporte com elástico. Resta saber quando veremos essas laranjinhas turbinadas pelas ruas.