Não foram as bicicletas que deixaram o MTB mais divertido!

Uma boa reflexão sobre os últimos 30 anos do mountain bike

Por Matt Phillips, da Bicycling USA

Eu ganhei minha primeira mountain bike em 1988, quando eu tinha 15 anos. Era um Diamondback Ascent EX com um efeito de fumaça roxa sobre uma pintura cinza clara, uma típica MTB da época: estrutura de aço e garfo de aço rígido, passadores e freios cantilever. Estava longe de ser uma bike top de linha, mas naquela época a diferença não era enorme. Quase todas as MTB s eram rígidas, com rodas de 26 polegadas.

Pedalei durante muito meu tempo naquela Diamondback, em um pequeno parque estadual nas colinas do leste de Connecticut chamado Gay City. Mas eu não tinha percorrido essas trilhas desde que saí de lá para fazer faculdade, em 1991. No final do ano passado, durante uma visita em casa, pude pedalar novamente por ali, só que dessa vez com uma Yeti SB130, uma MTB top de linha, de carbono, full suspension 29er com a tecnologia, recursos e geometria mais atualizados.

As trilhas não mudaram muito em Gay City desde que eu experimentei aquela bicicleta primitiva. É claro que a comparação entre o antes e depois foi uma revelação – mas não pela razão que eu esperava.

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A Yeti era, naturalmente, uma MTB quase incomparavelmente mais rápida e mais suave do que aquela Diamondback. Mas não foi o quadro leve ou a suspensão altamente evoluída que proporcionaram as melhorias mais significativas e satisfatórias. Era uma coisa que eu nem tinha considerado.

Como as roupas de ciclismo. Naquela época, mesmo empacotado, eu não estava tão quente quanto dessa vez. Vestindo apenas algumas camadas leves em um dia abaixo de zero, fiquei quente, seco e confortável por horas. Os tecidos hoje são projetados para absorver o suor, bloquear o vento e deixar escapar o vapor, coisas que os materiais mais antigos nem pensavam em fazer.

Três décadas atrás, a corrente estava sempre saltando e moendo cassetes. Passar as marchas tinha que ser intrinsecamente coreografado, em grandes distâncias de trilha, calculando o tempo do curso do seu pedal, a potência, a aderência, as alavancas do polegar e os passadores dianteiro e traseiro. Com os drivetrains de 1×11 e 1×12 de hoje, você apenas clica e ela desloca – para onde e quando quiser.

Um lubrificante moderno de corrente está bem mais ecológico, eficiente e duradouro. Os pneus são mais aderentes e mais rápidos. Pneus sem câmara nos permitem usar pressões mais baixas. As manoplas não escorregam mais do guidão em dias de chuva. Os freios agora realmente funcionam. Garrafas de água fornecem um fluxo maior do que um canudo de drink. Joelheiras são confortáveis ​​o suficiente para serem usadas durante todo o dia. Suportes de engate de roda são uma coisa bela. Smartphones e unidades de GPS nos permitem encontrar trilhas sem mato e sem se perder.

Eu sei que muitos veteranos dizem que era melhor quando as coisas eram mais simples. Que tudo está muito complicado e caro agora. Esses novos equipamentos e tecnologias não forçam os pilotos a aprender habilidades fundamentais.

Mas dane-se isso tudo. O MTB está muito mais divertido hoje porque o equipamento tornou o esporte mais acessível e agradável. E, de certa forma, todos nós tendemos a ignorar, porque muito do nosso foco está nas próprias bicicletas.

Mas uma grande parte do porquê de que tudo é muito melhor não é por causa das bikes, mas por causa de todas essas pequenas coisas que melhoraram muito. Podemos nos concentrar mais na melhor parte de andar de bicicleta – o rolê.

Olhando para trás 30 anos, me pego pensando também em olhar 30 anos à frente. Eu vou estar com 75 anos, e ainda andando de MTB. Não vou tentar adivinhar como será essa MTB. Mas tenho certeza de que não serão melhorias na suspensão ou um novo tamanho de roda que farão pilotos de alta performance. Serão coisas que certamente nem pensamos hoje.