O trajeto do Tour de France 2018 pode ser o melhor dos últimos tempos

Mapa do trajeto do Tour de France 2018

Com chegadas em topo de montanhas difíceis, contrarrelógios pouco ortodoxos e o maior trecho de paralelepípedos das últimas três décadas, o Tour de France do ano que vem se tornará um clássico!

O Tour de França de 2018 vai ser selvagem. Os organizadores da corrida realizaram o anúncio anual da rota hoje, terça-feira, revelando 21 etapas com uma mistura fascinante de escaladas clássicas, sprints curtos imprevisíveis e mais paralelepípedos.

Acrescenta-se a tudo isso a vontade de Chris Froome em se juntar ao exclusivo clube dos penta-campeões do Tour.

O diretor do Tour, Christian Prudhomme, apontou para a imprevisibilidade do curso. “Especialmente quisemos enfatizar a variedade de etapas para proporcionar uma visão do ciclismo moderno e inspirador”, afirmou. Na prática, isso significa misturar locais icônicos do Tour com novas rotas e formatos.

O percurso inclui características para todos os tipos de ciclistas. Quem chegar como vencedor em Paris terá que sobreviver a oito estágios planos, incluindo vários lugares em que os ventos laterais costeiros podem desempenhar um papel complicador; seis etapas montanhosas com três chegadas não convencionais no topo; seis etapas de alta montanha com três chegadas em cumes; e contrarrelógios individual e por equipe em trajetos que normalmente não são adequados para especialistas.

Chris Froome, centro, enfrenta um forte desafio para entrar no clube dos penta-campeões do Tour de France. Além do trajeto, seu maior inimigo pode ser Tom Dumoulin, à sua esquerda.

Essas são as etapas que podem ser as mais cruciais:

Etapa 3: Cholet – 35 km (TTT)

As estradas em torno de Cholet estão ligeiramente roladas, mas nunca são planas. A Sky de Froome, a BMC de Richie Porte e as equipes Sunweb de Tom Dumoulin serão os favoritos aqui. (Dumoulin, que venceu o Giro d’Italia de 2017, ainda não disse se vai correr). Mas a coesão da equipe importará tanto quanto a força – o vencedor provavelmente vestirá a camisa amarela precocemente, e terá que defendê-la.

Etapa 5: Lorient a Quimper – 203 km

Muita coisa vai acontecer até alcançarem o curta e inclinada chegada em Mur de Bretagne, neste longo e complicado palco na Bretanha. A primeira metade subirá diretamente por estradas costeiras com ventos que provavelmente produzirá pelotões, com um final inclinado em Quimper, com até 10,7 por cento.

Etapa 9: Arras a Roubaix – 154 km

Desde 1989, o trajeto Tour nunca apresentou mais de 13,3 km de setores de paralelepípedos. Em 2018 terá 21,7 km de paralelepípedos – um aumento de 60%. Este é uma verdadeira etapa de Paris-Roubaix, com o primeiro conjunto de paralelepípedos que começam com apenas 47 km de prova e atravessando alguns dos setores mais temidos, como Mons-en-Pevele (900 metros) e Camphin-en-Pevele (1.800 metros). Esta etapa é imperdível!

Etapa 12: Bourg-Saint-Maurice a Alpe d’Huez – 175km

Após uma ausência de dois anos, o lendário Alpe d’Huez, com 21 curvas, retorna em um dia de escaladas maciças, incluindo o Col de la Madeleine (25 km de comprimento) e o Col de Croix de Fer (29 km).

Etapa 16: Carcassonne a Bagneres-de-Luchon – 218km

A etapa mais longa virá após o segundo dia de descanso, punindo qualquer um que não esteja em forma. Há três subidas íngremes dos Pireneus, e a descida do Col du Portillon até a linha de chegada em Bagneres-de-Luchon recompensará os ciclistas agressivos, assim como a descida do Mont du Chat, na Etapa 9, que agitou a corrida este ano.

Etapa 17: Bagneres-de-Luchon a Saint-Lary-Soulan – 65km

A etapa mais curta em 30 anos, este complicado sprint dos Pireneus é um exemplo perfeito de corridas modernas de ciclismo: etapas curtas, ferozes e pungentes que incentivam os atrevidos ataques iniciais. Ela também tem três subidas duras, incluindo um final no topo em Saint-Lary-Soulan no Col de Portet – 16 km com os trechos mais íngremes no início e logo antes do final.

Etapa 20: Saint-Pée-sur-Nivelle a Espelette – 31km (ITT)

O único contrarrelógio individual apresenta um percurso contínuo com uma escalada curta e acentuada (a Cote de Pinodieta, com media de 10,2%). Ele irá testar habilidades de passo, escalada e dirigibilidade e deve causar uma batalha entre os competidores da classificação geral.