ONG quer acabar com “cemitérios de bicicletas”

Pondo em prática a reutilização consciente, ONG Aromeiazero está dando um belo destino às bikes abandonadas

Foto: Aromeiazero

Para a ONG Aromeiazero, que desde 2011 tem recolhido bikes para projetos sociais, dar um novo destino a bicicletas paradas é uma prioridade. Depois de identificar algum desses “cemitérios de bicicletas”, que podem ser o bicicletário de um condomínio, de uma empresa, de um clube ou até mesmo uma bicicletaria, eles efetuam a retirada e todo o resto.

Entenda:

“É importante ter apoio e autorização de algum responsável como o síndico, zelador (caso de condomínios); gerente ou proprietário (no caso de bicicletarias) ou algum voluntário que queira ajudar nessa tarefa”, explicam através de um comunicado em sua página do Facebook.

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Então depois de um tempo de cerca de um mês, necessário para o proprietário da bike perceber toda a mobilização, eles efetuam a retirada dessas bikes paradas, dando uma nova vida às magrelas.

Nesta semana, o jornal Estadão publicou uma matéria sobre o trabalho da Aromeiazero. A ONG, além de recolher essas bikes empoeiradas, também atua na conscientização dos moradores, fornecendo materiais e consultoria aos administradores darem um novo destino aos cemitérios de bicicletas. Para que o procedimento seja compreendido e aprovado por todos.

“Esses cemitérios de bicicletas podem mudar a vida de muita gente. Nenhuma bike é tão ruim que não dê para usar em uma aula”, disse Murilo Casagrande, diretor da ONG, ao jornal.

A publicação destaca o trabalho feito recentemente pela Aromeiazero no Condomínio Ravena, no bairro de Pinheiros. Após um trabalho em conjunto entre a ONG e condomínio, 15 bicicletas foram recolhidas e em seguida destinadas para um curso de capacitação, onde pessoas de baixa renda restauraram as bikes e passaram a utilizá-las.

Em outra ação, a Aromeiazero também recolhe bicicletas infantis para serem usadas com crianças no projeto Rodinha Zero.

Para mais informações, acesse aromeiazero.org.br.