PARIS-ROUBAIX 2018: o céu e o inferno na Terra

Uma das provas mais tradicionais e emocionantes do ciclismo mundial acontece neste domingo

A “RAINHA DAS CLÁSSICAS DE PRIMAVERA”, ou simplesmente a Paris-Roubaix, celebra sua 116ª edição no próximo domingo (8 de abril) – só para se ter uma ideia de sua tradição, o Tour de France parte para sua 105ª edição em 2018.

Famosa pelos trechos de paralelepípedos e pelas chuvas (que deixam a estrada um “sabão” e transformam os ciclistas em verdadeiras esculturas de lama ao fim da prova), a Paris-Roubaix tem motivos de sobra para ser chamada também de “Inferno do Norte” – acontece no norte da França, na divisa com a Bélgica.

Apesar de a previsão climática não ser assustadora e não sinalizar nenhuma chuva forte a caminho, neste ano serão 257 km de percurso, sendo 29 seções nos temidos paralelepípedos (ou pavés), que somam quase 55 km – sendo o último deles a apenas 1 km da chegada, já próximo ao icônico velódromo de Roubaix.

Além da perícia e da garra para fazer a bike sobreviver à trepidação e às pancadas no terreno áspero – em trechos como o Trouee d’Arenberg (km 162) e o Mons-en-Pevele (km 208,5) – a sorte costuma contar e muito em uma Paris-Roubaix.

Por isso é sempre difícil apontar favoritos. É claro que o belga Greg Van Avermaet (BMC), campeão olímpico na Rio 2016 e o vencedor da Paris-Roubaix 2017, vai tentar defender seu título com unhas e dentes. O holandês Niki Terpstra (Quick-Step), que na última semana faturou o Tour de Flandres, é outro nome que deve ser muito falado durante a transmissão. Sem contar que Niki não é o único integrante da Quick-Step com condições reais de levar o título neste ano.

O eslovaco Peter Sagan (Bora-Hansgrohe), tricampeão mundial, ainda está devendo uma vitória nas clássicas em 2018, depois de ficar em sexto lugar tanto na Milan-San Remo quanto no Tour de Flandres. Em tempo: Sagan ainda não tem nenhuma conquista na Paris-Roubaix em seu vitorioso currículo.

A Paris-Roubaix é sempre uma prova impremeditável. Em 2016, por exemplo, depois de uma série de tombos, o gregário australiano Mathew Hayman não só se mostrou um especialista nos paralelepípedos como também foi capaz de derrotar o belga Tom Boonen no sprint final, já no velódromo de Roubaix. Sem contar que Mathew mal havia se recuperado de uma fratura no rádio, sofrida no início daquela temporada. (veja no vídeo abaixo)

É por essas e outras que a Paris-Roubaix desperta tanto interesse mesmo naqueles que mal acompanham de perto o Tour de France. É começar a assistir e não desgrudar os olhos até o final.

SERVIÇO:
Paris-Roubaix, ao vivo
Quando: Dia 8 de abril (domingo), às 10 horas (horário de Brasília)
Onde assistir: ESPN+
Resumo de como será a Paris-Roubaix 2018

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