Pedalar, sim ou não, eis a questão

Noite mal dormida, fadiga, gripe, ressaca... Ajudamos você a decidir o que fazer

Por Jason Sumner

De ressaca? Doente? Cansado? Avaliando se dá pra engolir o choro e ir treinar? Falamos com os técnicos de ciclismo Jenny Smith e Frank Overton para descobrir como eles orientam seus clientes quando estão com algum desses cinco problemas.

Estou com enxaqueca, devo pedalar?

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Depende das circunstâncias, diz Jenny, que treina a equipe de elite de mountain bike Stan’s/Kenda feminina e tem sua própria consultoria. “Se a pessoa bateu a cabeça e está com dor, definitivamente não deveria pedalar”, diz. “Mas se é uma dor de cabeça comum, o treino pode até ajudar, porque favorece a circulação sanguínea.” Ela alerta para a possibilidade de desidratação como causa da dor de cabeça. “Hidrate-se bem para ver se o problema não é esse antes de treinar.”

Frank é fundador e técnico da FasCat Coaching, e dá o mesmo conselho. “Se você está com uma dor de cabeça de ressaca, melhor ir treinar”. Mas se for uma enxaqueca severa, o melhor conselho é deixar e descansar num ambiente escuro e tranquilo.

Devo treinar se estiver gripado?

 

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Se seus sintomas estão principalmente acima da linha do ombro, você não está com febre ou com uma corredeira de coriza nas vias respiratórias, Frank diz que não tem problema sair para pedalar. Mas se você está com sintomas abaixo dos ombros, como febre e calafrios, é hora de descansar e dar tempo para o corpo melhorar.

Jenny é mais cautelosa ainda, e muitas vezes dá day off para suas atletas mesmo com sintomas mais simples de resfriado. “Às vezes sugiro trocar por uma caminhada rápida ou corrida tranquila. Ajuda o sangue a circular mas sem exigir demais do corpo, o que deixa energia para a recuperação.”

Se estou com fadiga generalizada, devo ir pedalar?

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Antes de mais nada, Frank diz que você não deveria deixar seu corpo chegar a esse estado de fadiga. “Um plano de treino bem pensado deveria estimular picos de fadiga, mas não ser tão difícil a ponto de você não conseguir se recuperar de um dia para o outro,” explica. “Mas acontece de ciclistas forçarem e irem além do seu limite.” Se você está se sentindo muito desgastado, ele recomenda dar um tempo. “Você pode pedalar, mas faça um treino mais fácil do que o planejado,” ele diz, acrescentando que autoconhecimento é tudo nessas horas. “Geralmente, quando você está saindo de casa, você já sabe como você vai se sentir no treino”, diz. “Se em 30 minutos você ainda estiver se sentindo cansado e as pernas não estão dando conta, então está na hora de dar uma diminuída no ritmo. E se isso acontecer vários sias seguidos, pode ser um sinal de que você está ficando doente.”

Depois de uma noite mal dormida, devo treinar?

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Junto com taxa de batimentos cardíacos alta em repouso e músculos excessivamente doloridos, problemas de sono muitas vezes são um sinal de que você está treinando demais e está na hora de dar uma aliviada. “Se for uma noite isolada, eu nem me preocuparia”, diz Overton. “Mas se estiver virando rotina, você precisa descobrir porque isso está acontecendo. Estresse da vida em geral? Ou você está fritando na bike?”

Jenny tem uma visão parecida, mas acrescenta que uma atividade diferente de pedal pode ser útil para quebrar o círculo vicioso. “Em vez do treino de bike de sempre, vá nadar ou faça uma aula de yoga”, recomenda.

Devo ir pedalar se estiver de ressaca?

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“Se você quer piar com as corujas, precisa voar com as águias”, diz Frank. “Se um atleta que treina comigo falar que não vem porque está de ressaca, eu dou um esporo e mando vir. Não é desculpa para furar um treino.”

Jenny pega mais leve, e acha que desde que você não esteja se sentindo mal, o giro pode ajudar você a ficar zerado mais rápido. “Álcool demais leva a desidratação, então tenha o cuidado de repor eletrólitos”, diz a técnica. “Dito isso, o dia seguinte a uma noitada geralmente não é uma hora boa para ser bruto no pedal. Guie-se por como seu corpo responde. Um giro leve e uma soneca de tarde são o melhor remédio.”