A Uber foi a única empresa a manifestar interesse em patrocinar e operar as ciclofaixas de lazer de São Paulo.

As ciclofaixas de lazer da capital, que fecham uma faixa de 117 quilômetros de vias da cidade para bicicletas aos domingos, estão suspensas desde o final de agosto do ano passado, quando a Bradesco Seguros decidiu encerrar a parceria com a Prefeitura. Desde então, a gestão municipal busca um novo patrocinador.

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Empresas dispostas a custear o serviço tinham até esta segunda-feira (17) para apresentar propostas à Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes. E, de acordo com o Diário Oficial deste terça-feira (18), apenas a Uber apresentou interesse.

A Prefeitura não informou o prazo para analisar a proposta da Uber e também não foi revelado se a proposta prevê continuidade ao serviço SOS Bike, de apoio mecânico aos ciclistas, e ao Bike Tour, com passeios guiados.

Procurada pela Bicycling sobre operar ciclofaixas de lazer na cidade, a Uber ainda não se manifestou.

A ciclofaixa de lazer começou no Parque Ibirapuera, em 2009, durante a gestão de Gilberto Kaddab (PSD). O projeto se expandiu na administração de Fernando Haddad (PT) e pouco avançou sob o governo de João Doria (PSDB).

Atualmente, são 117 km de extensão, divididos em 9 trechos: Paulista/Jabaquara (18.61 km); Paulista/Centro (16.2 km); Jabaquara/Ibirapuera (10.2 km); Ibirapuera/Parque do Povo (7.9 km); Parque do Povo/Villa Lobos (15 km); Brasil/Paulo VI (8.5 km); Parque do Povo/Chuvisco (13.4 km); Zona Norte (7.9 km); Zona Leste (19.1 km).

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