Uma breve história da roupa de ciclismo feminina

As marcas só começaram a fazer jerseys e bermudas para as mulheres no anos 1990, dá para acreditar? 

A italiana bicampeã olímpica de MTB Paola Pezzo, em Atlanta 1996. (Foto de Alexander Hassenstein/Bongarts/Getty Images)

Foi só nos anos 1990 – isso mesmo, somente no fim do século passado – que as marcas de bike passaram a fabricar roupa de ciclismo para as mulheres. As mulheres, que competiram no ciclismo de 1940 a 1980, usavam as mesmas roupas que os homens.

Mas o ciclismo feminino ainda não era uma modalidade olímpica até 1984 (quase um século depois da estreia do ciclismo masculino nos Jogos). Em meados dos anos 1990, jerseys e bermudas de ciclismo feitas especificamente para mulheres finalmente chegaram ao mercado, em diferentes cortes, tamanhos e com diversos formatos de forro.

E a roupa de ciclismo hoje?

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As roupas de ciclismo que usamos hoje – homens e mulheres – parecem similares às do começo dos anos 2000. Porém, a área de desenvolvimento de diversas marcas trouxe avanços no desempenho das peças focando em aquecimento, respirabilidade, visibilidade e em resistência à água e ao vento. A jaqueta com capuz da Gore R7 Gore-Tex Shakedry (US$ 300), por exemplo, repele a água tão bem que, como divulgado, você pode sacudir as gotinhas de água sobre o tecido – por outro lado, a peça é respirável o suficiente para não superaquecer nas subidas. Em dias quentes, painéis instalados no peito e nas costas ajudam a refletir o calor, e tecidos altamente transpiráveis, como os da jersey Shimano Mirros Cool (US$ 70), contribuem para dissipar o calor. Acessórios de alta visibilidade, como botinhas para sapatilhas Bontrager Halo S1 de softshell (US$ 90), usam a teoria do biomovimento – na qual objetos se movimentando com padrões não lineares são reconhecidos mais facilmente como humanos – para ajudar os motoristas a enxergarem os ciclistas mais rapidamente.