Simon Yates vence a Vuelta e garante hegemonia britânica nas Voltas

Com a vitória de Simon Yates na Volta da Espanha, a Grã-Bretanha torna-se a primeira nação a vencer as Três Grandes Voltas no mesmo ano e com três ciclistas diferentes

Simon Yates no topo do pódio da Vuelta

Simon Yates venceu a Vuelta a España (ou Volta da Espanha), e mais do que garantir sua primeira vitória em uma Grande Volta, ele atestou a hegemonia britânica no ciclismo de estrada na atualidade: a Grã-Bretanha tornou-se a primeira nação a vencer as Três Grandes Voltas no mesmo ano com três ciclistas diferentes.

No último último fim de semana, o britânico Simon Yates finalmente venceu sua primeira Grande Volta ciclística na carreira. Simon, que havia “batido na trave” no Giro d’Italia 2018, perdendo a liderança na classificação geral nas últimas etapas para seu compatriota Chris Froome, fez uma Vuelta a España categórica.

Conseguiu manter a camisa vermelha de líder na CG durante boa parte da competição e terminou com uma diferença de 1min46s para o vice-campeão, o espanhol Enric Mas.

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Dessa forma, também garantiu um feito inédito para a Grã-Bretanha no ciclismo, que dominou as Grandes Voltas em 2018, com três ciclistas diferentes: Chris Froome venceu o Giro; Geraint Thomas venceu o Tour; Yates venceu a Vuelta.

Nações que já dominaram as Grandes Voltas

Ciclistas franceses como Jacques Anquetil e Raymond Poulidor dividiram vitórias nas Três Grandes Voltas nos anos 1960. E, mais recentemente, a Espanha repetiu o feito em 2008, com Alberto Contador e Carlos Sastre levando a Vuelta (Contador), o Giro (Contador) e o Tour (Sastre) em uma mesma temporada.

Mas isso é algo extremamente raro, ainda mais atualmente, que há ciclistas de todas as partes do mundo.

E o que torna a conquista ainda mais especial é que, antes de 2018, nenhum ciclista britânico havia vencido o Giro d’Italia. E, antes de 2017, o país nunca havia conquistado a Vuelta a España. Sem contar que Geraint e Simon ganharam suas primeiras grandes voltas somente neste ano.

Fica, portanto, a pergunta: “Estaria o ciclismo de estrada prestes a entrar em um momento de hegemonia britânica?”