Yes, existe gravel no Brasil

Um percurso “graveleiro”, com muito chão de terra batida, na maior vibe gravel brasileiro

Fotógrafo: Arthur Maas
Local: Cedro Alto, Santa Catarina
Sobre a imagem:

Yes, existe gravel no Brasil: Eram 5h30 da matina do dia 9 de março deste ano, quando a galera do clube de ciclismo CØG.CC pegou o carro para ir até Pomerode, de onde costumam sair os pedais de estrada dos locais. A ideia era fazer um percurso “graveleiro”, com muito chão de terra batida, na maior vibe gravel brasileiro.

Geralmente explorada em mountain bikes, a rota dessa vez recebeu adventure bikes de guidão drop e pneus mais finos, que encararam pirambeiras desafiadoras e técnicas, mas muito divertidas.

Foram 91 km, com mais de 1.600 metros de elevação acumulada, em um percurso de 80% de terra que foi conquistado em 4h30. Um dia épico, que rendeu memórias e imagens incríveis.

“Esse pedal é maneiro porque são nessas ocasiões que conseguimos fugir da grade de asfalto e dos objetivos de média de velocidade, esquecendo KOMs e parando para fotografar a vista”, diz Arthur Maas, o fotógrafo.

POR TRÁS DA FOTO (GRAVEL)

Tirada com uma guerreira Sony RX100 – câmera que Arthur considera ideal para levar em pedais dentro do bolso da jersey –, esta imagem acima exigiu que o fotógrafo desse uma pequena fuga para chegar a uma inclinação no trajeto.

Lá ele conseguiu registrar os amigos em meio à vegetação densa de Santa Catarina. “Curto muito esta imagem porque mostra bastante o que nossa região oferece em termos de terreno e qualidade de estradas de chão.

Ela ilustra perfeitamente o nosso vale e a solidão coletiva do ciclismo fora de estrada”, conta ele.