As melhores cidades do mundo para você conhecer no pedal

Copenhagen, na Dinamarca, poupa US$ 261 milhões por ano em saúde pública graças ao uso da bicicleta

melhores cidades do mundo para pedalar

Quais as melhores cidades do mundo para pedalar? Pensando em lugares que concretizam o potencial de uma cidade para o transporte de bicicleta, o investimento em infraestrutura cicloviária e a vontade de transformar as cidades num lugar melhor, o site Copenhagenize criou um índice baseado em 14 parâmetros para definir quais as melhores cidades para bicicletas do mundo.

“Avaliamos 136 cidades pelo mundo. Bicicleta, independente da topografia ou do clima, é sempre vantajoso para as cidades”, diz o relatório. Em Copenhagen, por exemplo, a população que usa bicicleta como meio de transporte poupa US$ 261 milhões por ano em saúde pública – é o suficiente para cobrir os investimentos em estrutura exclusiva para bicicletas por cinco anos, de acordo com a prefeitura da cidade.

O relatório é bianual e nasceu na necessidade de insights da Copenhagenize, que trabalha com projetos ligados à bike para diversas cidades. “Percebemos que a lista era uma maneira de as cidades verem em perspectiva o resultado de seus investimentos em urbanismo e bicicletas, com uma pitadinha de competitividade por uma ótima causa”, diz o relatório.

Os critérios foram aplicados numa lista pré-selecionada de cidades, então os resultados não têm valor absoluto, mas dão um bom panorama das melhores práticas que estão sendo implementadas e trazendo bons resultados para a mobilidade urbana e qualidade de vida na cidade.

A América do Sul está representada por Bogotá, que aparece em 12º nessa lista. Muitas ficaram de fora da lista das melhores cidades do mundo para pedalar: São Paulo, por exemplo, que teve um aumento de infraestrutura cicloviária entre 2013 e 2016 e da implementação de sistemas de bike sharing.

>> As melhores cidades do mundo para pedalar:

Os 14 critérios usados no ranking da Copenhagenize

Ativismo:

Como as organizações de ciclismo e de mobilidade urbana agem e que influência elas têm na criação de políticas públicas locais?

>> “Você é um anjo!”

Cultura de bike:

A bicicleta já é considerada como meio de transporte por qualquer cidadão ou ela está associada a grupos específicos e subculturas?

Suporte para uso de bicicleta:

Existe estrutura como bicicletários, rampas em escadas, horários e lugares em vagões de trem e metrô destinados a bicicletas?

Infraestrutura cicloviária:

Como é classificada a infraestrutura cicloviária, como ciclovias e ciclofaixas, dentro do planejamento viário da cidade?

Programas de bicicletas compartilhadas:

A cidade tem um sistema abrangente e efetivamente utilizado de bike-sharing?

Divisão por gênero

A porcentagem de ciclistas por gênero é equilibrada ou exclui mulheres do uso da bike?

Porcentagem da bike nos modos de transporte:

Entre 1% a mais de 25%, qual a porcentagem dos deslocamentos feitos de bike?

Aumento da porcentagem da bike nos modos de transporte desde 2006:

De 1% a 5%, qual foi o crescimento da bicicleta desde 2006, o ano em que consideramos que houve uma explosão no uso da bike?

Percepção de segurança:

É a percepção de segurança que os ciclistas têm da cidade, refletida na taxa de uso do capacete. Os ciclistas têm medo de andar sem ele? É obrigatório por lei ou opcional?

Políticas públicas:

Qual a percepção dos administradores públicos sobre a viabilidade e benefícios sociais e pessoais da bicicleta como meio de transporte?

Aceitação social:

Como motoristas e a sociedade em geral vêem os ciclistas urbanos?

Planejamento urbano:

Qual a ênfase em infraestrutura cicloviária no planejamento urbano e quão bem informados os gestores estão sobre as melhores práticas internacionais?

Acalmamento do tráfego:

Que esforços foram feitos para abaixar os limites de velocidade – como criação de zonas de velocidade máxima de 30km/h – e tornar a cidade mais segura para pedestres e ciclistas?

Bicicletas de carga e logística:

A cidade vê e abraça o potencial das bicicletas de carga para o comércio e para a vida dos cidadãos?