Brasil Ride estreia nova prova de e-MTB

Por redação Bicycling Brasil

Ame ou odeie, as e-bikes já tem até seu calendário próprio de provas. Que, inclusive, ganha este ano uma estreia de peso: a Brasil Ride acaba de criar a categoria bicicletas assistidas na XCO Series Brasil Ride. Além disso, o Festival Brasil Ride marcará história como a primeira prova de e-MTB de três etapas no País.

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Serão quatro provas com a presença da modalidade e-mountain bike (bicicletas elétricas), em dois eventos. A maior novidade fica por conta do XCO Series Brasil Ride, que terá a categoria de bicicletas assistidas nas três disputas, dia 15 de março, 31 de maio e 5 de julho, sempre em Amparo (SP). Já o Festival Brasil Ride, entre 11 e 13 de junho, em Botucatu (SP), terá a primeira prova de bike elétrica por etapas do país.

Inclusive, a própria UCI já tem provas de pedal assistido no seu calendário, como o E-MTB World Championships que debutou no ano passado em um circuito de 5,6 km em Mont-Sainte-Anne, no Canadá, junto com o mundial de cross-country olímpico e downhill. Entre as regras, as bikes tem um limitador de potência a 250 watts, com assistência só até 25km/h e sem troca de bateria permitida durante a corrida.

Conforme outras provas pipocam aqui e ali, são testados formatos e as e-bikes vão ganhando cada vez mais adeptos. Como resultado, no circuito nacional, em julho de 2019 Mairiporã recebeu o primeiro Campeonato Brasileiro de E-Bike, com participação de atletas consagrados no montain bike tradicional, como Albert Morgen e Patrícia Loureiro.

Prova de e-MTB indica mercado crescente

De acordo com Adriana Nascimento, ciclista campeã em diversas categorias do MTB nacional e recentemente adepta do e-MTB, a modalidade pode ser divertida e uma porta de entrada para o esporte. “As e-bikes foram rapidamente ampliando seu espaço com a inclusão e o despertar para a saúde e diversão”, diz.

No mercado nacional, as opções de bikes esportivas, com foco em mountain bike, concentram-se principalmente em marcas como Specialized e Trek. No mercado americano e europeu, a gama é mais ampla. Dezenas de marcas mundo afora têm opções em faixas de preços variadas – até a Decathlon já tem um lançamento de peso, como a Stillus E-All Mountain 27.5, uma full suspension com um dos preços mais amigáveis para esse tipo de produto. Na Europa, sai por 3.299 euros, com sistema de assistência da Bosch e peças como o grupo SRAM Eagle.

Para Marcelo Catalan, responsável de Bikes Turbo para América Latina na Specialized, é questão de tempo para esse mercado amadurecer aqui. “O crescimento da utilização das bicicletas elétricas é constante de uma forma geral, em todos âmbitos do ciclismo. Obviamente a maior fatia é na locomoção, com os países europeus, por exemplo, já trocando o carro pelas e-bikes. No esporte, é uma questão de inclusão. Crescimento e oportunidade para mais pessoas praticarem a atividade, percorrendo trajetos mais longos e subirem mais alto ou descer trilhas mais íngremes”, comenta Catalan.

Uma vez que provas em estilo maratona como a Brasil Ride acumulam centenas de quilômetros e milhares de metros de altimetria acumulada, podem ser intimidantes para quem não consegue garantir um treino impecável. Sem dúvida, com as e-bikes, diversão e técnica ganham um peso relevante. O teste desse tipo de evento foi no Festival Brasil Ride de 2018. “Fizemos a primeira competição exclusiva e-bike no Brasil e agora faremos a primeira prova de etapas, além de termos também um XCO Series de e-bike. Outras novidades já estão sendo desenhadas”, conta Mario Roma, fundador da Brasil Ride.