Ciclovias protegidas vão ter mais de 400 km em Nova York

Por Fernanda Rosa

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Ciclovias protegidas são o sonho de todo mundo que pedala. Tratam-se de espaços exclusivos para a bike, com alguma barreira física separando ciclistas e veículos motorizados.

Tendência mundial quando o assunto é mobilidade urbana por meio da bicicleta, essas ciclovias vão mudar ainda mais a cara da mais famosa cidade do mundo.

Há alguns anos, Nova York vem se tornando cada vez mais bike friendly. Agora ficará ainda mais: foi aprovada legislação do novo Plano Diretor, com enfoque em melhorar significativamente a infraestrutura para ciclistas em toda a cidade.

Até 2026, a cidade terá mais 400 km de novas ciclovias protegidas.

A medida faz parte do programa Visão Zero, inspirado em uma iniciativa de mesmo nome criada na Suécia em 1997, para reduzir o número de mortes no trânsito.

Os acidentes envolvendo carros e bikes vêm aumentando. O número de ciclistas mortos em 2019 na capital até agora é 25, enquanto no ano passado todo foram 10 vítimas fatais.

Dessa maneira, deixar as ruas mais seguras para os ciclistas se tornou prioridade emergencial por lá.

“A maneira fragmentada de planejar nossas ruas não faz sentido há muito tempo, e os nova-iorquinos pagam o preço todos os dias presos em ônibus lentos ou como pedestres ou ciclistas em ruas perigosas, afirmou Corey Johnson, presidente do Conselho da Cidade de Nova York, em comunicado à imprensa.

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Enquanto isso aqui no Brasil, ainda teimamos em achar que a bike não é uma das grandes soluções para a questão do trânsito, da mobilidade e da segurança…

No Rio de Janeiro, por exemplo, a ciclovia costeira Tim Maia encontra-se interditada devido a quatro desabamentos; em São Paulo, o programa Ciclofaixa de Lazer, que fechava para ciclistas uma boa parte das ruas, foi suspenso por falta de patrocínio.

Inveja de Nova York, ah, isso dá mesmo, pelo menos para quem ama bike.