Corte de verba pode deixar brasileira do BMX fora da Tóquio 2020

Derlayne Dias, atual campeã brasileira, foi convocada para o mundial no Japão, mas não poderá ir

Derlayne Dias: ""Eu não tenho patrocínio, não tenho como ir do meu bolso para um campeonato" (Foto: Instagram)

BMX de fora da Tóquio 2020? Que o ciclismo sofre com a falta de apoio, nós já sabemos – e em todas as modalidades. Mas é claro que nunca nos deixaremos de nos indignar com isso.

A última notícia desse tipo vem do BMX: a brasiliense Derlayne Dias, atualmente a brasileira mais bem ranqueada do BMX Freestyle pela UCI (42º lugar), ficará de fora da Copa do Mundo de BMX, que acontece na próxima semana em Hiroshima, Japão, porque o COB (Comitê Olímpico Brasileiro), teve recentemente um corte de recursos oriundos da Lei Agnelo/Piva.

Em setembro de 2018, Derlayne foi campeã brasileira de BMX Fresstyle. E recentemente tinha sido convocada pela CBC (Confederação Brasileira de Ciclismo) para correr o mundial.

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Dessa forma, Derlayne tem grandes chances de ficar de fora da Tóquio 2020, já que eventos internacionais do porte de um mundial contam pontos importantes para a conquista da vaga olímpica.

“Eu não tenho patrocínio, não tenho como ir do meu bolso para um campeonato. Se a gente não tiver esse apoio da CBC, do COB, fica muito complicado para fazer o esporte acontecer”, disse Derlayne em entrevista ao portal UOL.

Derlayne também foi pré-selecionada para disputar os Jogos Pan-Americanos de 2019, em julho e agosto no Peru.

Com amor declarado e nítido ao esporte, e torcendo por sua evolução, Derlayne, que tem 31 anos e pedala de BMX há oito, espera ainda realmente que o Brasil possa estar representado no BMX Freestyle feminino na Tóquio, seja por ela ou alguma outra atleta que mereça estar lá.