O molho de macarrão inspirado no ciclismo

Simples e delicioso, cai (muito) bem naquele almoço depois do pedal

Uma receita que vai muito bem com giro

Por Maria Rodale

MEU PAI, ROBERT RODALE, que comprou a revista Bicycling norte-americana em 1978, assistiu pela primeira vez a uma competição de ciclismo de pista nos Jogos Olímpicos da Cidade do México, em 1968, onde competiu pela equipe de tiro ao alvo dos EUA. Ele voltou de lá determinado a construir um velódromo perto de nossa casa, em Trexlertown, na Pensilvânia. Então fomos a Montréal, no Canadá, para acompanhar de perto uma competição de pista de seis dias. Em seguida viajamos para Viena, na Áustria, para o campeonato mundial júnior.

Depois que meu pai inaugurou o velódromo dele, vários ciclistas passaram a visitar nossa casa. Quando eu tinha 16 anos, trabalhei como motorista de Eddy Merckx [belga considerado o maior ciclista de todos os tempos] –felizmente ele gostava de correr perigo, então nos demos bem. Mais tarde, meu pai comprou uma casa para hospedar os ciclistas visitantes. Minha irmã Heidi foi contratada para cozinhar para eles e, às vezes, eu ajudava. Até hoje tenho recordações de mexer uma panela enorme de espaguete. Um bando de ciclistas famintos é capaz de comer bastante espaguete.

Embora eu tenha certeza de que meu pai queria que eu tivesse me tornado ciclista profissional, descobri que tudo o que conheci do mundo do ciclismo me fez querer cozinhar. E comer. Meu novo livro de receitas, Scratch [ainda não publicado no Brasil], traz o segredo do mítico molho a bolonhesa do meu pai. Um dos ingredientes principais é o molho de tomate, e aqui vai nossa receita de como prepará-lo. O molho perfeito começa com tomates maduros. Você pode cozinhá-lo rápido ou lentamente. E comê-lo sozinho (eu coloco um pouco de manteiga e sirvo com massa e queijo parmesão), ou ainda usá-lo como base para pratos mais complexos. Um bom molho de tomate é mais ou menos como uma boa bike – te leva exatamente aonde você deseja.

MOLHO DE TOMATE BÁSICO

INGREDIENTES
2 kg de tomates de qualquer tipo (de preferência, orgânicos)
1 dente de alho descascado
1 colher de chá de sal
1 maço de manjericão fresco
1 colher de sopa de azeite de oliva extravirgem

PASSO 1 Retire as sementes e extraia ¾ do suco dos tomates. Não esprema demais para não perder todo o suco.

PASSO 2 Em um liquidificador ou processador, bata os tomates, o alho, o sal e o manjericão, usando a função pulsar, se necessário. Gosta de molho com pedacinhos de tomate? Então apenas corte os tomates em quatro e amasse-os grosseiramente com um espremedor de batata.

PASSO 3 Em uma frigideira grande, aqueça o azeite em fogo médio. Adicione a polpa de tomate, mexa e abaixe o fogo. Deixe ferver, mexendo de vez em quando, por duas ou três horas, até o molho ganhar a consistência desejada.

PASSO 4 Se for congelar o molho, coloque-o em um pote de vidro com a boca larga, deixando 2,5 cm de folga para que ele possa expandir. Porém deixe o molho esfriar, e só depois congele (por até dez meses). Rende 250 ml.