Pedalar com cachorro é possível, mostra ciclista americano

Por Jessica Coulon, Bicycling US

Foto Liana Jean

Pedalar com cachorro é algo que já passou pela cabeça de muitos ciclistas. Mas será que dá mesmo? Ô, se dá: é só ver o caso da bulldog inglês Princesa Leia, de 2 anos. Seu dono, o americano Eric Diaz, 30 anos, é um ciclista que compete como amador e vive em Los Angeles – e quase não sai de bike sem sua melhor amiga.

Desde que Leia era filhote, Eric treina a cachorra para acompanha-lo, dentro de uma mochila Chrome Industries Bravo 2.0. “Desde que ela era um filhote, a ideia de deixá-la sozinha sempre me incomodou”, diz ele, que assim decidiu que a dog iria sempre em seus rolês ciclísticos.

A maior parte de seu tempo livre, Eric passa em cima da bicicleta, pedalando com amigos ou treinando para provas. Ao mesmo tempo, ele queria dedicar parte do dia a Leia, e então pensou: “Por que não unir as duas paixões? Por que não pedalar com cachorro?”.

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A dupla sai de bike quase todos os dias, dependendo do clima e do humor da cachorrinha. Sempre antes de sair, Eric pergunta se Leia quer dar uma volta. E ela “responde” que sim, em especial quando abana as orelhas. Se a pet não está a fim, vai direto para cama, afinal não é forçada a andar de bike se não quiser.

Foto Acervo Pessoal

Por mais bonito e inspirador que seja para quem vê os dois na bike, não recomendamos apenas colocar seu filhote na mochila e achar que tudo vai sair como imaginado. Eric trabalhou bastante no treinamento de Leia para chegar a esse ponto.

O ciclista iniciou os treinos quando ela tinha 5 meses de idade e, mesmo assim, foi necessária alguma prática para ela se acostumar a ficar na mochila. A segurança de Leia durante os passeios também é uma das principais preocupações.

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Nos primeiros dias de pedal, Leia deu um susto nele. “Ela precisava ir ao banheiro, e eu não estava ciente dos sinais que estava me dando, até que uma hora Leia pulou da minha bolsa”, disse Eric. Pulou direto para a rua, caiu, rolou e foi até a calçada para ir ao banheiro.”

Desde então, todos os dias, os dois trabalham para aperfeiçoar a comunicação. Ele a ensinou a entender algumas palavras-chave e frases.

Foto Acervo Pessoal

“Para impedir que isso aconteça novamente, fazemos uma pausa e converso com ela para ver o que ela precisa”, diz.

Eles não tiveram nenhum problema desde então – com exceção dos momentos em que passam perto daqueles bonecos de posto infláveis. Leia fica agitada sempre que vê um, mas seu dono lhe ensinou um comando para impedir que pule da mochila.

“Eu ensinei a ela meu estilo ‘deixa pra lá’, que é a minha maneira de pedir para ela parar e ficar calma”, disse ele.