Team Sky se chamará Team Ineos a partir de maio

Um novo acordo promete manter o emprego de Thomas, Froome e cia

Team Sky durante o Tour de France 2018, vencido por Geraint Thomas (Foto: Jean Catuffe/Getty Images)

Se em dezembro passado o Team Sky anunciou que deixaria o ciclismo no final de 2019, agora uma notícia reveladora promete manter a equipe em atividade. E, o principal (pelo menos para eles): mantendo o alto nível e, possivelmente, o domínio (mesmo que não absoluto) nas Grandes Voltas.

É que o Team Sky acaba de ser adquirido pela gigante petroquímica Ineos, que pertence a ninguém menos do que o homem mais rico da Grã-Bretanha, Sir Jim Ratcliffe, 66 anos. “O ciclismo é um esporte de grande resistência tática, e que está ganhando cada vez mais popularidade no mundo”, disse Ratcliffe, que pretende investir mais nos esportes, justificando a mais nova aquisição.

Jim Ratcliffe, o mais novo barão do ciclismo (Foto: Science History Institute/Wikimedia Commons)

A equipe será “apresentada” no dia 2 de maio, no Tour de Yorkshire.

A velocidade com que foram definidos os novos rumos da Sky surpreendeu a todos. “O anúncio de hoje encerra a incerteza em torno do nosso time, e a velocidade com que isso aconteceu representa a confiança em nosso futuro”, disse o diretor do Team Sky, Dave Brailsford.

Em comunicado, o Team Sky declarou que a Sky e a 21st Century Fox concordaram com a venda do Team Sky para a Ineos, que passará a ser a única proprietária da equipe.

Os ciclistas do Team Sky também receberam a notícia com entusiasmo. Geraint Thomas tuitou: “Muito feliz que nossa equipe permanecerá junta.”

Chris Froome também disse estar contente com o novo Team Ineos.

E, ao que tudo indica, o Team Ineos será ainda mais poderoso do que o Team Sky, com novos supercarros de equipe, ônibus especiais e todo o alto padrão que infelizmente não é uma realidade para a maioria das equipes de ciclismo profissional.

Outra coisa: a Sky, que anteriormente levantava a bandeira ambiental através de campanhas como a Sky Ocean Rescue, pode se ver encurralada pelo tudo ou nada da grana da Ineos, que é uma das maiores produtoras de plásticos da Europa.