Vice-campeã de meia-maratona é desclassificada por ter usado bicicleta

Contestada pelas adversárias, Emily Clark admitiu a trapaça, dizendo inclusive que esta não foi a primeira vez

meia-maratona
(Getty Images)

Quando se fala em trapaça no esporte, rapidamente a gente se lembra de doping. Mas desta vez foi um pouco diferente. No dia 15 de setembro, a corredora Emily Clark cruzou a linha de chegada em segundo lugar na Meia-Maratona PeaceHealth Apple Tree, na cidade de Vancouver, Washington (EUA). Mas imediatamente o resultado foi contestado por outras corredoras, que afirmaram que Emily não integrou o pelotão das primeiras colocadas durante a prova.

“Temos várias testemunhas, e agora confirmamos de fato que Emily andou de bicicleta para atravessar mais rapidamente um trecho, e depois descartou a bicicleta em algum momento para poder atravessar a linha de chegada em segundo lugar”, diz um comunicado da WHY Racing, a organizadora desta meia-maratona. “Ela também não aparece nas fotos correndo onde deveria estar para conseguir uma boa colocação, dando ainda mais evidências.”

Os organizadores disseram ainda que Emily é reincidente. Ela já havia sido desclassificada de outras provas de corrida por conta de resultados suspeitos, como a Eugene Marathon e a Maratona de Chicago.

E a própria Emily admitiu as trapaças.

“Em 2013, fiz dois cortes no percurso da maratona de Chicago”, disse ela. “Nesta primavera, após um treinamento inadequado devido a dores nas canelas, eu repeti a trapaça na maratona de Eugene, percorrendo uma curta distância no início antes de retornar ao meu quarto de hotel, assistir a uma seção da meia maratona e depois voltar para os últimos quilômetros da corrida.”

>> Ciclista amador é pego com “doping mecânico”

Ela disse também que pegou atalhos em outras em competições de corrida em 2014 e 2018.

“Fiz amigos e tive experiências incríveis como membro desta comunidade”, disse Emily. “E eu também fui desonesta e enganosa, trapaceando em várias provas. Por isso, decidi esclarecer, porque a verdade eventualmente vem à tona, não importa o que aconteça.”

Um pouco tarde para admitir os erros, não?

Incrivelmente, para os organizadores de corridas como a PeaceHealth Applt Tree, esse tipo de atitude desonesta “acontece com mais frequência do que gostaríamos de acreditar”.

Complicado! Mas sabemos que os verdadeiros competidores, para obterem a tão sonhada sensação de realização, jamais irão trapacear.

(via kgw.com